1 de maio
a 31 de julho 2024

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Definição e anatomia das ATM, epidemiologia, etiologia, classificação e critérios de diagnóstico das DTM

As disfunções temporomandibulares (DTM) são a condição clínica que determina, mais frequentemente, dor orofacial de origem não-odontogénica.

O conhecimento desta entidade clínica, tendo em conta a sua prevalência e implicações no funcionamento do sistema estomatognático, assim como na qualidade de vida dos pacientes, é de crucial importância na prática clínica diária.

As DTM apresentam uma variabilidade de sinais e sintomas entre os pacientes, dado que podem caracterizar-se por sinais e sintomas apenas nos músculos mastigadores, apenas nas articulações temporomandibulares e/ou envolver estruturas anexas. Ou determinar um envolvimento conjugado de estruturas, que determina a coexistência de sinais e sintomas dolorosos e incapacitantes para as atividades de vida diária.

Ao longo dos últimos anos verificou-se uma evolução positiva no conhecimento e caracterização das DTM. As particularidades das ATM e a etiopatogenia das DTM têm permitido a definição de planos de abordagem mais adequados e dando resposta às “reais” necessidades dos pacientes. Os profissionais envolvidos na abordagem destes doentes, e que somos todos nós médicos dentistas e outros profissionais da área médica aos quais surgem frequentemente estes pacientes no dia-a-dia clínico, têm necessidade de uma mudança de paradigma para desenvolverem uma exploração abrangente e interdisciplinar de cada condição clínica.

Durante a apresentação o autor fará a apresentação dos conhecimentos mais recentes acerca das DTM, suportado na melhor evidência científica e de forma acessível a todos os colegas que necessitam (re)conhecer esta condição clínica e suas implicações na prática clínica diária.

O objetivo principal desta formação é:

  • Apresentação da definição, etiologia, patofisiologia e implicações clínicas das DTM;
  • Relevar a importância do sistema de classificação das DTM;
  • Clarificar o papel dos exames complementares de diagnóstico;
  • Esclarecer a importância da cooperação interdisciplinar;
  • Reforçar a adequada gestão das DTM na prática clínica reabilitadora.

No final desta formação o formando será capaz de:

  • Ter um conhecimento mais abrangente acerca das DTM, da sua abordagem adequada em função dos conhecimentos mais recentes e sua implicação na prática cínica diária.

Do Diagnóstico ao Tratamento da DTM

As Disfunções Temporomandibulares (DTM) são a principal causa de dor (de origem não odontogénica) na esfera orofacial. Causam dor músculo-esquelética, distúrbios na dinâmica mandibular e/ou limitação funcional entre outros sintomas.

Existem um conjunto de patologias diversas que se inserem nos termos Disfunção Temporomandibular (DTM) e Dor Orofacial (DOF). O correto diagnóstico é o fator mais determinante da qualidade de qualquer tratamento.

Tratar adequadamente as DTM representa um dos maiores desafios do médico dentista. O passado de controvérsias etiológicas e diagnósticas destas patologias redundou, ao longo dos anos, em enormes discussões sobre qual o método e a estratégia mais apropriada para abordar este tipo de pacientes. Frequentemente, os pacientes apresentam sintomas que nem sempre se enquadram numa classificação única.

Nos dias de hoje é internacionalmente aceite que este grupo de patologias, apresentando uma etiologia multifatorial, deva ser abordada por uma equipa multidisciplinar, formada por médico dentista, psiquiatra, fisioterapeuta, psicólogo, entre outros profissionais que, dependendo do caso, da sua gravidade/complexidade e da existência de comorbilidades, poderão ter um contributo a dar (como a cirurgia maxilo-facial, a reumatologia e a neurologia).

O tratamento conservador e não invasivo é considerado como o de eleição numa fase inicial, dado que a sintomatologia é habitualmente reduzida através da utilização conjunta de goteiras oclusais, fisioterapia e medicação.

Uma abordagem multimodal, com um conjunto de várias técnicas conservadoras, tem mostrado ser mais benéfica clinicamente, do que as abordagens isoladas. Estas demonstram-se de especial importância e relevância nos doentes com elevados níveis de comprometimento emocional, onde as terapias cognitivas e comportamentais auxiliam no controlo e interpretação da dor.

As técnicas invasivas e não-conservadoras (irreversíveis/cirúrgicas) devem circunscrever-se aos casos que não respondem a estas técnicas mais conservadoras ou situações de indicação primária (fraturas, patologias degenerativas, malformações, etc.)

Esta deve ser a filosofia base para a abordagem terapêutica dos doentes com DTM e que será abordada neste módulo.

O objetivo principal desta formação é (relativamente ao módulo 3):

  • Pretende-se informar os alunos do conjunto das diversas modalidades e abordagens terapêuticas da DTM, em função de um determinado diagnóstico específico.

No final desta formação o formando será capaz de (relativamente ao módulo 3):

  • Compreender a necessidade de um diagnóstico preciso por forma a orientar o tratamento das DTM.
  • Conhecer a evidência científica acerca da primazia do tratamento conservador vs o tratamento cirúrgico.
  • Conhecer as diferentes modalidades terapêuticas

Tratamento da DTM – Do minimamente invasivo ao cirúrgico – o que faz sentido de acordo com a evidência e a clínica.

As Disfunções Temporomandibulares (DTM) são um campo desafiante da Medicina pela sua característica intra e interdisciplinar. Alguns dos resultados que os doentes com DTM apresentam são dor músculo-esquelética e/ou articular, distúrbios na dinâmica mandibular e/ou limitação funcional entre outros sintomas com graves limitações em funções do dia a dia tão simples como falar, comer ou sorrir.

O correto diagnóstico é o fator mais determinante da qualidade de qualquer tratamento, sendo maioritariamente clínico.

Apesar de na sua grande maioria em termos de prevalência falamos em DTM musculo esqueléticas, neste módulo vamos essencialmente focar-nos em DTM maioritariamente articulares.

Os deslocamentos do disco articular são a artropatia da ATM mais comum e caracterizam-se por diversos estádios de disfunção clínica que envolvem uma inter-relação anormal do complexo côndilo-disco, com um comprometimento direto da lubrificação da articulação tempormandibular.

Os estudos apontam para uma prevalência de pelo menos um dos sinais classicamente atribuídos à DTM (movimento mandibular alterado, sons articulares, dor à palpação articular) em 75% da população pelo menos um sintoma disfuncional está presente em 33% da população, e 3,5 a 7% da população já teve a necessidade de procurar tratamento por sintomas severos

Diferentes intervenções terapêuticas têm sido propostas para a abordagem dessas disfunções: tratamentos classificados como conservadores (terapia cognitivo/comportamental, fármacos, fisioterapia, goteiras oclusais estabilizadoras e reposicionadoras), minimamente invasivos (infiltrações de hialuronato de sódio, de corticosteroides, artrocentese e artroscopia) e invasivos (artroplastia, artrotomia).

O objetivo principal desta formação é:

  • Pretende-se informar os alunos do conjunto das diversas modalidades e abordagens terapêuticas da DTM, em função de um determinado diagnóstico específico.
  • No final desta formação o formando será capaz de: Compreender a necessidade de um diagnóstico preciso por forma a orientar o tratamento das DTM.
  • Conhecer a evidência científica acerca da primazia do tratamento conservador vs o tratamento cirúrgico.
  • Conhecer as diferentes modalidades terapêuticas
Curso ministrado por

Ricardo Dias, Luís Redinha, Júlio Fonseca e André Mariz de Almeida

Ricardo Dias

  • Licenciado em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 2006
  • Pós-Graduado em Reabilitação Oral Protética pela FMUC em 2009
  • Doutorado em Ciências da Saúde, Ramo Medicina Dentária, disciplina Oclusão em 2015
  • Assistente Convidado da disciplina de Prostodontia Fixa do Mestrado Integrado em MD – FMUC
  • Vogal da Secção Regional do Centro da SPEMD desde 2022
  • Secretário-Geral Adjunto da SPDOF desde 2014
  • Investigador em Reabilitação Oral nas áreas de implantologia, DTM e bruxismo
  • Trabalhos científicos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais.

Luís Redinha

  • Médico Dentista FMDUL – 1992
  • Pós Graduado em Prostodontia New York University College of Dentistry – 1997
  • Assistente Convidado da Especialização em Prostodontia FMDUL
  • Professor convidado do Mestrado em Reabilitação Oral ISCN-Norte
  • Membro do American College of Prostodontists
  • Fellow do International Team for Implantology

Júlio Fonseca

  • Médico Dentista, Licenciado em 2004 pela FMUC
  • Pós-Graduado em Reabilitação Oral Protética pela FMUC
  • Mestre em Patologia Experimental pela FMUC com tese na área do Bruxismo
  • Doutorado pela FMUC na área das Disfunções Temporomandibulares
  • Coordenador Científico e Pedagógico da Pós-graduação de Dor Orofacial e DTM da CESPU
  • Presidente da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular, Dor Orofacial e Sono
  • Membro Suplente do Conselho Deontológico da OMD
  • Responsável pela consulta de Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular da OrisClinic (Coimbra)

André Mariz de Almeida

  • Licenciatura em Medicina Dentária pelo Instituto Superior Ciências Saúde Egas Moniz
  • Doutorando da Universidad de Granada
  • Assistente associado Medicina Dentária, Reabilitação Oral I e II e Dor Orofacial e ATM
  • Experto em Medicina Dental de Sueno por la Federacion Española de Sociedades de Medicina del Sueno
  • Autor e coautor de diversos livros artigos científicos trabalhos publicados em revistas e congresso
  • Cofundador, vice-presidente e membro da Comissão Cientifica da SPDOF