1 de fevereiro
a 30 de abril 2024

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Diagnóstico e 1º passo da Terapia Periodontal

Susana Noronha

A avaliação clínica rigorosa é essencial para um correto diagnóstico periodontal e consequente planeamento do tratamento adequado.

Ao longo do 1º módulo do curso serão revistos os parâmetros de diagnóstico periodontal e analisada a sua relevância no prognóstico de cada situação clínica. Através de casos clínicos, será abordada e aplicada a classificação atual das doenças periodontais e peri-implantares. Adicionalmente, iremos rever as diretrizes propostas para o tratamento periodontal, de acordo com a publicações mais recentes.

O objetivo principal desta formação é:

  • Rever os parâmetros de diagnóstico periodontal e clarificar o seu valor prognóstico;
  • Aplicar a classificação atual das doenças periodontais e peri-implantares;
  • Analisar detalhadamente o guia de tratamento proposto pela EFP para os diferentes estadios de periodontite
  • Enfatizar a 1ª fase da Terapia Periodontal

No final desta formação o formando será capaz de:

  • Conhecer os parâmetros de diagnóstico periodontal e estabelecer a sua importância;
  • Aplicar a classificação atual das doenças periodontais;
  • Conhecer as várias fases de tratamento periodontal;
  • Conhecer o guia de tratamento proposto pela EFP;
  • Conhecer os diferentes passos da 1ª fase da terapia periodontal, reconhecendo a sua importância

 

2º passo da terapia periodontal: tratamento não cirúrgico

Inês Faria

A Periodontite é reconhecida como a patologia crónica, não transmissível, mais prevalente.
As suas implicações relevantes, a nível oral e sistémico, justificam a necessidade de conhecer e implementar o tratamento mais adequado de acordo com o diagnóstico periodontal.

As guidelines atuais reconhecem a imprescindível necessidade de realizar o tratamento periodontal de acordo com as distintas etapas.

A segunda fase do tratamento periodontal, também designada de terapia dirigida à causa, tem como principais objetivos a redução e/ou eliminação do biofilme bacteriano subgengival. A instrumentação subgengival poderá, em alguns casos, ser complementada com a administração de agentes químicos ou físicos, a utilização de antibióticos sistémicos ou locais ou de agentes modulares da resposta do hospedeiro.

Os resultados do 2ª passo da terapia periodontal deverão ser avaliados após um período de cicatrização.

O conhecimento dos objetivos do tratamento periodontal não cirúrgico é crítico para a avaliação do resultado, assim como, para definir a fase subsequente do tratamento periodontal que deverá ser realizada.

O objetivo principal desta formação é:

  • Contextualizar a importância da implementação da 2ª fase do tratamento periodontal na abordagem dos pacientes com diagnóstico de Periodontite de Estadio I a IV.

No final desta formação o formando será capaz de:

  • Reconhecer a importância do tratamento sequencial da periodontite;
  • Identificar as principais etapas do tratamento periodontal;
  • Conhecer os objetivos da 2ª fase do tratamento periodontal;
  • Conhecer os diferentes procedimentos que são realizados na 2ª fase do tratamento periodontal;
  • Identificar quais os resultados expetáveis do tratamento periodontal não cirúrgico;
  • Definir a fase seguinte do tratamento periodontal, de acordo com os resultados clínicos obtidos após conclusão da 2ª fase;

 

3º passo da terapia periodontal: tratamento cirúrgico

Orlando Martins

O tratamento periodontal é um processo incremental, ao longo de vários passos. Nos pacientes periodontais a presença de bolsas com profundidade de sondagem ≥6mm ou superfícies anatómicas complexas (concavidades radiculares, furcas, defeitos infra-ósseos) podem impedir a completa remoção do biofilme e cálculos subgengivais.

Se os objetivos do passo 2 do tratamento periodontal não forem alcançados, deve ser implementado o passo 3: cirurgia periodontal.

Esta tem por objetivo permitir um adequado controlo da placa bacteriana pelo paciente e adequada terapia periodontal de suporte, aceder a bolsas periodontais mais profundas ou promover a regeneração/resseção de lesões como defeitos infra-ósseos ou furcas. A cirurgia periodontal inclui procedimentos como retalhos de acesso, procedimentos ressetivos ou procedimentos regenerativos. Os retalhos de acesso permitem aceder diretamente à superfície radicular, concavidades e furcas.

Pretendendo alterar a forma e contorno dos tecidos moles e, ocasionalmente, dos duros pode-se recorrer à cirurgia ressetiva. Em morfologias de defeitos específicas, o clinico poderá pretender repor parcialmente os tecidos periodontais , utilizando uma abordagem regenerativa. Uma pletora de biomateriais podem ser usados. Contudo nem todos estão associados a uma verdadeira regeneração periodontal.

Assim a cirurgia periodontal dispõem de várias técnicas cirúrgicas bem como distintos biomateriais. O clínico, através de um espírito crítico, no seu planeamento cirúrgico de acordo com o tipo de lesão/defeito periodontal deve colocar questões como:

  • Que tipo de cirurgia periodontal resultará no maior benefício para o doente?
  • Que tipo de retalhos podem ser utilizados?
  • Que biomateriais podem ser utilizados?
  • Como abordar os vários tipos de furcas?

O objetivo principal desta formação é:

  • Pretender que o formando compreenda a dinâmica do tratamento periodontal sabendo quando recorrer à cirúrgica periodontal bem como que técnicas utilizar de forma correta.

No final desta formação o formando será capaz de:

  • Identificar em que fase do tratamento periodontal pode/deve utilizar a cirurgia periodontal.
  • Conhecer que técnicas cirúrgicas deve utilizar de forma adequada (procedimento de acesso, ressetivo ou regenerativo)
  • Compreender que desenho de retalho cirúrgico deve utilizar em função do seu objetivo.
  • Conhecer, de acordo com a evidência científica, os biomateriais que podem ser utilizados.

 

Plenário de casos clínicos

Alexandre Miguel Santos

A nova classificação das doenças periodontais foi introduzida em 2018 (Caton et al. 2018; Tonetti et al. 2018b), seguindo o relatório de consenso (Papapanou et al. 2018a) do Workshop Internacional que ocorreu em Chicago em novembro de 2017.

Foram introduzidos estádios e graus da doença, tendo como objetivo ligar a classificação da doença com abordagens de prevenção e tratamento, uma vez que não só descreve a gravidade e extensão da doença, mas também o grau de complexidade e o risco de um indivíduo. Em 2020, surgem as diretrizes e orientações clínicas baseadas em evidências que forneceram as recomendações para o tratamento da periodontite dos estádios I-III.

O objetivo deste 4º módulo será exemplificar o processo de implementação destas diretrizes na prática clínica através da apresentação e discussão de casos clínicos.

O objetivo principal desta formação é:

  • Apresentação e discussão de casos clínicos com base nas orientações clínicas da Diretriz de Práticas Clínicas (DPC) de Nível S3 para o tratamento da periodontite de estádios I-III.

No final desta formação o formando será capaz de:

  • Abordar o tratamento da periodontite (estádios I, II e III) utilizando uma abordagem gradual pré-estabelecida para a terapêutica que, dependendo do estádio da doença, deve ser incremental, cada uma incluindo diferentes intervenções.
  • A escolha destas intervenções deve ser feita na sequência de um rigoroso processo de tomada de decisões baseado na evidência científica.
Curso ministrado por

Susana Noronha, Inês Faria, Orlando Martins e Alexandre Miguel Santos

Susana Noronha

  • Licenciatura em Medicina Dentária, 1997
  • Mestrado em Periodontologia e Implantes – Universidade Complutense de Madrid, 2003
  • Doutoramento em Medicina Dentária, área Periodontologia – Universidade Complutense de Madrid, 2015
  • Professora Auxiliar – departamento Periodontologia – FMDUL
  • Fundadora e Coordenadora do Curso Pósgraduado em Periodontologia da FMDUL
  • Especialista em Periodontologia pela OMD
  • Presidente da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes
  • Membro do Conselho Deontológico e de Disciplina da OMD

 

Inês Faria

  • Licenciada em Medicina Dentária pela FCS-UFP
  • Mestrado em Periodontologia pela FMDUL
  • Especialista em Periodontologia pela OMD
  • Prática clínica exclusiva em Periodontologia e Implantes

 

Orlando Martins

  • Orlando Martins, MSc, PhD
  • Doutoramento pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) (Periodontologia)
  • Professor Auxiliar convidado da FMUC (Periodontologia e Medicina Oral)
  • Regente das valências de Periodontologia (UPC2) e Medicina Oral (UCI), FMUC
  • Autor de vários artigos publicados em revistas nacionais e internacionais indexadas
  • Conferencista em congressos nacionais e internacionais
  • Vice-presidente da “Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes” (SPPI)
  • Membro Editorial Board da “Frontiers of Oral and Maxillofacial Medicine”

 

Alexandre Miguel Santos

  • Licenciatura em Medicina Dentária pelo IUEM (1992-1998)
  • Especialização em Periodontologia pela Faculdade Medicina Dentária da Universidade Lisboa (2008)
  • Mestrado em Periodontologia pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Lisboa (2010)
  • Doutorado pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (2021)
  • Professor Auxiliar em Periodontologia do IUEM
  • Docente da Pós-graduação Clínica Internacional (PCI) do IUEM (desde 2010)
  • Tesoureiro da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI)
  • Autor de várias publicações e conferências na área da Periodontologia e Implantologia