Consultar Os Números da Ordem 2025 (pdf)
O número de médicos dentistas com inscrição suspensa há mais de cinco anos aumentou 10,2% em 2024, atingindo a 31 de dezembro um novo máximo de 1476 profissionais. Este é o período a partir do qual se considera existir uma elevada probabilidade de não voltarem a exercer a profissão em Portugal.
Segundo o estudo ‘Números da Ordem 2025’, a maioria são de nacionalidade portuguesa (73,6%). De entre os 390 estrangeiros nesta situação, 179 são do Brasil.
No final de 2024 existiam 2408 profissionais com inscrição suspensa. Embora o número total tenha crescido, registou-se uma clara desaceleração no ritmo de novas suspensões (apenas mais 96 face ao ano anterior). A taxa de crescimento fixou-se nos 4,2%, contrariando a tendência de taxas de dois dígitos verificada nos anos anteriores, nomeadamente em 2022 (14,2%) e 2023 (11,3%).
Mais de metade (56,4%) dos médicos dentistas com inscrição suspensa tiveram o objetivo de exercer no estrangeiro, uma percentagem que tem vindo a aumentar sucessivamente. Destes 1353 profissionais, 27% escolheram trabalhar em França e 16,6% no Reino Unido. Itália (13,9%) volta a ser o terceiro país mais representado, invertendo a classificação do ano anterior relativamente a Espanha (13,7%).
O estudo ‘Números da Ordem 2025’ confirma o aumento (3,9%) de médicos dentistas com inscrição ativa, totalizando 13 498 membros. Este crescimento de 510 novos profissionais traduz-se num novo agravamento do rácio de médico dentista por número de habitantes. No final de 2024, o valor desceu para 1MD/766 pessoas residentes. Este resultado coloca Portugal com um valor 62% superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (1MD/2000 habitantes).