“Orlando Monteiro da Silva, à frente da Ordem dos Médicos Dentistas, foi o mais jovem bastonário eleito no país e é neste momento o que está há mais tempo em funções. O percurso, que inclui a liderança da Federação Dentária Internacional e do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, valeu-lhe no início deste ano o doutoramento honoris causa pela Universidade do Porto. Discreto no meio da crise que tem agitado o sector da saúde, avisa que o SNS corre o risco de se tornar cada vez mais assistencialista e denuncia vazios de regulação que estão a permitir que os portugueses sejam enganados por negócios oportunistas.
Jornal i – A medicina dentária nunca teve uma resposta suficiente por parte dos prestadores públicos. Isso fá-lo olhar de forma diferente para os efeitos da crise no SNS?
Quando assumi funções como bastonário, os responsáveis do PS e PSD foram taxativos sobre a impossibilidade de os médicos dentistas integraram o SNS. Não havia capacidade financeira ou logística. Com esta resposta política começámos a trabalhar em alternativas e foi nessa linha que surgiu o programa do cheque-dentista. Penso que a crise de financiamento do SNS não pode ser vista de forma isolada, mas acho que o sistema ganhava em estar aberto a soluções inovadoras, que garantam o acesso da população a cuidados atempados e de qualidade.”
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