Os holandeses são os europeus que mais visitaram o médico dentista, cerca de 63 por cento, no último ano. A média da União Europeia (UE) situa-se nos 57 por cento. Em Portugal esta frequência desce para menos de metade, cerca de 46 por cento (consulte as declarações do bastonário ao JN sobre os resultados do Eurobarómetro – pdf).
Estas são algumas das conclusões do estudo Eurobarómetro dedicado à saúde oral dos europeus. O inquérito foi realizado em outubro de 2009 nos 27 Estados-membros da UE e em três países candidatos à adesão. Está estruturado em três categorias: o estado geral da saúde oral dos europeus, hábitos alimentares e consultas de diagnóstico e tratamentos dentários.
A vasta maioria dos europeus dizem que não sentem quaisquer limitações funcionais ou desconforto causados pelos seus dentes. No entanto, apenas 14 por cento dos europeus dizem que têm todos os dentes naturais.
Aproximadamente 15 por cento enfrentaram dificuldades, nos últimos 12 meses, a mastigar, morder ou ingerir alimentos devido a problemas dentários. No mesmo período, 16 por cento sentiram dor com origem dentária, gengivas dolorosas ou aftas. Cerca de sete por cento sentiram-se desconfortáveis com a aparência dos seus dentes ou próteses dentárias.
Consultas de diagnóstico e tratamento dentários
O estudo revelou que 57 por cento dos europeus consultaram um médico dentista (para tratamento de dentes, gengivas ou acerto de próteses dentárias) há menos de um ano. A nível europeu, apenas 2 por cento nunca consultou um médico dentista.
A maioria dos europeus (88 por cento) afirmou que teria um médico dentista disponível a menos 30 minutos de casa ou trabalho, caso necessário.
Metade dos inquiridos revelaram que a última vez que visitaram um médico dentista foi para uma consulta de diagnóstico, exame ou destartarização. Um terço foi ao médico dentista para tratamentos de rotina e quase um em cinco foram para tratamentos de urgência. As três principais razões para não irem ao médico dentista nos últimos dois anos foram: os problemas dentários não foram percecionados como suficientemente graves (33 por cento), a população desdentada ou com prótese total entende não necessitar de acompanhamento médico-dentário e o elevado custo das consultas de diagnóstico e tratamento (15 por cento). Apenas 10 por cento das respostas disseram que a principal razão foi recear ou não gostar do médico dentista.
Hábitos alimentares
Quase um quinto dos inquiridos consome refrigerantes «frequentemente» ou come biscoitos e bolos. No entanto, apenas uma minoria dos inquiridos afirmaram que ingerem regularmente rebuçados e mascam pastilha elástica.
Os portugueses são quem mais come fruta fresca na UE, com 71 por cento a responderem que a consomem frequentemente, acima dos 62 por cento da média europeia. Os austríacos estão em último lugar, com 43 por cento de respostas positivas.
Para conhecer melhor o estado da saúde oral na Europa, consulte o relatório completo do Eurostat, disponível abaixo, e o «Manual of Dental Practice» do Council of Dental Dentists.
| Eurobarómetro sobre Saúde Oral |



