No Eurobarómetro 2008, recentemente publicado, são divulgados os resultados de um inquérito efectuado na União Europeia sobre o tabagismo, que indica que a prevalência de fumadores em Portugal é de 26%, colocando-o abaixo da média europeia, 31%.
Se por estarmos abaixo da média europeia pareceria, à priori, que estávamos com um resultado encorajador no que respeita à prevenção e desabituação tabágica, a verdade dos factos não é essa, pois esta percentagem de fumadores tinha diminuído nos três últimos Eurobarómetros, e mantém-se estável comparando com o anterior Eurobarómetro de 2006.
Efectivamente, não seria de esperar que esse número se mantivesse estável, pois entrou em vigor no início de 2008 a nova lei do tabaco no nosso país e o resultado do inquérito é de Dezembro de 2008.
Posto isto, haverá que reflectir sobre as medidas já tomadas e redobrar esforços para implementar outras mais eficazes. Creio, sem dúvida, que caberá também aos médicos dentistas um papel importante para reforçarem esta luta.
Na verdade, nos nossos consultórios poderemos tomar medidas simples que terão repercussões efectivas, a médio e longo prazo nestas médias apuradas. Uma intervenção breve, baseada nos 5A, Abordar, Aconselhar, Avaliar, Apoiar e Acompanhar, pode ser implementada por nós, quase imediatamente, na nossa rotina clínica, desde que sigamos o algoritmo agora proposto.
É pois com a apresentação deste algoritmo que nos dirigimos a todos os colegas, na esperança que lhes possa servir na sua conduta clínica diária, melhorando indirectamente a saúde geral dos Portugueses.
Luís Filipe Correia
Grupo de Trabalho “Tabaco e Saúde Oral”
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Para mais informações sobre o combate ao tabaco, consulte o site da Direcção-Geral da Saúde sobre o Tabaco.