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Descrição
Neste trabalho apresenta-se o caso clínico de um paciente, do género masculino, de 44 anos de idade, fumador e consumidor moderado de álcool, que compareceu à consulta do Curso Especialização em Cirurgia Oral da FMDUP, com queixas de uma mancha branca localizada no pavimento da boca.
A mancha não era removível à raspagem sendo compatível com Leucoplasia Homogénea. O diagnóstico clínico foi de lesão branca associada ao consumo de álcool e de tabaco. Aconselhamos o cessar do hábito tabágico e marcação de controlo um mês depois. Passado um mês, a mancha estava muito atenuada, o que indica remissão parcial da lesão e a sua associação ao uso de tabaco. Foi agendado um novo controlo 3 meses depois.
Discussão
As lesões brancas da cavidade oral são definidas como qualquer alteração da mucosa oral que apresente uma aparência opaca, pálida, esbranquiçada, sem aumento volumétrico, ulceração ou eritema. A definição de Leucoplasia é descrita como placa branca não removível por raspagem e que não pode ser classificada como outra entidade nosológica conhecida, sendo a forma mais comum de lesão potencialmente maligna na mucosa oral (5-15% % podem evoluir para carcinoma).
Podem ser divididas em Leucoplasias Homogéneas e Não-Homogéneas, afetando normalmente a língua e o pavimento da boca. A sua prevalência situa-se entre 1,7 e 2,7%, sendo os homens mais comummente afetados. O tabaco e o álcool são os maiores fatores etiológicos e de malignização.
Conclusão
Existem várias modalidades de tratamento, desde a excisão cirúrgica, ao uso do Laser. No entanto, quando os doentes são fumadores e se a mancha desaparecer com a descontinuação do hábito tabágico, a lesão não precisa de ser removida por cirurgia e é classificada como mancha branca associada ao fumo de tabaco. A prevenção é efectivamente a chave para o não desenvolvimento deste tipo de lesão.