Pía López Jornet
Qual a abordagem terapêutica da patologia oral mais frequente do idoso?
- PHD, MD DDS
- Professora catedrática de medicina oral, Faculdade de Medicina e Medicina Dentária, Universidade de Murcia
- Chefe de Medicina Oral, “Hospital General Universitario Morales Meseguer”, Murcia, Espanha
- Investigadora principal do “Instituto Investigación Socio-Sanitaria Región Murcia” (IMIB)
- Índice Bibliométrico Estatístico RG score 41.87
- Publicou mais de 250 artigos na área de medicina oral
- Competências: patologias orais, saúde oral, medicina oral, desordens autoimunes, saliva, glândulas salivares
- Vice-presidente da Sociedade Espanhola de Medicina Oral
Nacionalidade: Espanha
Áreas científicas: Medicina oral
5 de novembro, de 09h00 às 10h10
Auditório A
Resumo da conferência
09h00 – 09h35 | Qual a abordagem terapêutica da patologia oral mais frequente do idoso?
A evolução demográfica, devido ao aumento do grupo populacional acima dos 65 anos de idade, é uma das principais causas de uma profunda mudança no planeamento do ponto de vista social e de saúde. O conhecimento da saúde oral é fundamental para planear e executar programas de prevenção.
As patologias orais que mais frequentemente observamos nos idosos são feridas traumáticas, geralmente associadas ao uso de prótese. A candidíase oral é a lesão infeciosa por excelência neste grupo populacional e o seu surgimento está relacionado com vários fatores facilitadores, entre os quais fatores locais como o tabaco, álcool, higiene, presença de prótese, etc., e fatores gerais como a xerostomia, diabetes, patologias neoplásicas, distúrbios imunológicos.
Patologias potencialmente malignas, como a leucoplasia e a eritroplasia associada ao líquen plano oral, constituem um importante grupo devido à sua elevada ocorrência nesta faixa etária. O principal objetivo desta apresentação é identificar estas lesões, implementar a prevenção e linhas orientadoras para o tratamento de lesões orais.
09h35 – 10h10 | Xerostomia e lesões da mucosa oral no idoso
A saliva é uma das mais versáteis e multifuncionais substâncias produzidas pelo corpo, tendo um papel crítico na preservação da saúde orofaríngea.
Xerostomia, ou boca seca, é comum entre a população mais idosa e está tipicamente associada a uma diminuição da função das glândulas salivares.
As causas de xerostomia na população geriátrica foram atribuídas ao uso de medicação, doenças crónicas e radioterapia da cabeça e pescoço.
Os pacientes com xerostomia crónica podem ter múltiplas consequências orais e dentárias, tais como cáries, doença periodontal, infeções fúngicas e alterações paladar.
O presente objetivo é apresentar um sumário da etiologia, diagnóstico, prevenção e tratamento farmacológico e não farmacológico da boca seca (hipofunção salivar e xerostomia nos idosos).