Maria Cristina de Mendonça
Identificação humana forense por evidências dentárias:em contexto nacional da ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) e do INMLCF (Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses)
- Médica especialista em medicina legal, licenciada e doutorada pela Un. Complutense de Madrid
- Coordena a Unidade de Intervenção Forense em Catástrofes do INMLCF, criada em 2018
- Coordenadora nacional da Equipa Médico-Legal de Intervenção em Desastres (EML-DVI), desde 2002
- Delegada do Ministério da Justiça na Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC) da ANEPC
- Presidente do Conselho Consultivo do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC)
- Membro do PASWG do Grupo de Trabalho da Interpol para DVI (INTERPOL WG on DVI)
- Várias missões forenses nacionais e internacionais, em situações de catástrofe ou conflitos armados
Nacionalidade: Portugal
Áreas científicas: Medicina dentária forense
5 de novembro, de 09h25 às 10h15
Auditório C
Resumo da conferência
A medicina dentária forense detém um papel incontornável na identificação humana, decorrente da validação científica indiscutível que confere. No contexto nacional, esta atividade desenvolve-se de forma rotineira no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), nos Serviços de Clínica e Patologia Forenses das suas delegações.
Num cenário de incidente grave ou catástrofe com multivítimas mortais, esta atividade integra-se na ação das equipas de intervenção forense especializadas que, no âmbito da resposta de socorro e emergência dos agentes de Proteção Civil, promovem a identificação das vítimas como parte da investigação criminal do processo judicial subsequente, gerado pela ocorrência. Tanto na situação de rotina, como na de exceção, seguem-se as normas internacionais do processo DVI (Disaster Victim Identification).
Estas normas, preconizadas pela Interpol, resultam de uma sequência de atividades que se dividem em quatro fases, desde o exame do local, realizado no teatro de operações, à identificação positiva final que irá permitir estabelecer a identidade do corpo e consequente entrega/repatriação à família que lhe corresponde. Constituem um processo sequencial que obedece a critérios internacionais, revistos e validados desde há décadas e que deve ser conhecido por todos os intervenientes, incluindo os médicos dentistas.