Tratamento ortopédico da Classe III esquelética com máscara facial : série de casos
póster de Casos clínicos em Ortodontia não candidato a prémio de Maria Alves Ventura, Ana Rita Carvalho, Susana Machado Silva, , ,
Introdução: A classe III esquelética não é uma de discrepância óssea muito prevalente na população caucasiana, porém impera no que concerne o seu grau de complexidade pré-tratamento ortodôntico. _x000D_
A sua base etiológica é diversa, dependendo tanto da componente genética como de uma componente ambiental. A classe III esquelética determinada na análise de Ricketts pela convexidade facial e na de Steiner pelo ângulo ANB, indica uma posição recuada da maxila, uma posição avançada da mandibula ou em alguns casos o mau posicionamento de ambos os maxilares. Contudo, na maioria dos casos clínicos de pacientes com classe III esquelética, esta surge pelo posicionamento posterior da maxila (retrognatismo maxilar) concomitante com o posicionamento anterior da mandíbula (prognatismo mandibular), cuja componente predominante é genética. _x000D_
A Máscara Facial é um aparelho dentofacial extra-oral que é essencialmente indicado em casos de retrognatismo maxilar ou em casos que envolvam ambas as componentes, o retrognatismo maxilar e o prognatismo mandibular.
Descrição do Caso Clínico: No presente póster de caráter clínico são apresentados dois casos clínicos de dois pacientes. J.A., paciente do sexo feminino com 10 anos e 3 meses, compareceu a uma consulta de Ortodontia da Clínica Universitária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa. A paciente portadora de Classe III esquelética por retrognatismo maxilar e prognatismo mandibular, evidenciava inicialmente no plano sagital, classe II completa molar direita, classe I molar esquerda e classe canina não determinável. Esta paciente possuía também uma mordida cruzada anterior. O segundo paciente, M.F., do sexo masculino com 6 anos e 5 meses apresentou-se na mesma Clínica. Era igualmente portador de uma Classe III esquelética por retrognatismo maxilar e prognatismo mandibular e apresentava Classe molar direita e esquerda não determinável. Este paciente possuía uma classe III canina bilateral também no plano sagital, além de uma mordida cruzada total.
Conclusões: Dado que poucas alterações esqueléticas a nível sagital se desenrolam no maxilar superior após os 8 anos de idade, é recomendável que a máscara facial seja colocada previamente a esta idade. Porém, sempre com a consciência de que em Medicina Dentária a idade dentária supre a idade cronológica da criança. Neste sentido, deverão já estar em oclusão os primeiros molares e incisivos permanentes para que a protração da maxila seja eficaz com o auxílio de um aparelho intraoral ancorado nestes dentes permanentes, usualmente um quad-hélix ou um hyrax._x000D_
A máscara facial deverá exercer uma força de 350 a 450 gramas e ser utilizada por um período de 12 a 14 horas por dia para que o tratamento seja eficaz. _x000D_
A protração maxilar com o recurso a esta aparatologia extraoral produz, indubitavelmente, numa idade precoce melhorias clínicas significativas em pacientes com Classe III esquelética. O que não invalida, que na realidade, não possa ser possível e necessária a realização de cirurgia ortognática em casos de discrepâncias esqueléticas severas assim como em casos de pacientes não colaborantes na utilização da máscara facial ou mesmo em casos de pacientes com recidiva de Classe III esquelética.
póster nº Ortodontia, 11/5/2021 ()17h30 às 18h30 no Hall dos Posters
Maria Alves Ventura (Autor apresentador), Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa
Ana Rita Carvalho (Co-autor), Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa
Susana Machado Silva (Co-autor), Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU
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