Hemissecção dos segundos molares decíduos inferiores em tratamento ortodôntico - Caso Clínico

póster de Casos clínicos em Ortodontia não candidato a prémio de Joana Correia Silva, Tiago Bessa Martins, Fernando Magro, , ,

Autores
Não candidato a prémio

Introdução: A agenesia dentária, ou ausência congénita de dentes, é uma anomalia dentária comum. A agenesia do segundo pré-molar mandibular é a mais usual, depois da agenesia dos terceiros molares (1, 2). Questão-chave: “Que abordagem terapêutica a seguir perante a agenesia do segundo pré-molar permanente inferior?”. Poderá considerar-se a hemissecção dos segundos molares decíduos. Esta técnica engloba a separação cirúrgica de um dente multirradicular em duas metades, de modo que a raiz e a porção coronária distal sejam removidas (7). O presente caso clínico retrata a hemissecção dos segundos molares decíduos inferiores, como abordagem terapêutica na agenesia dentária dos segundos pré-molares inferiores.
Descrição do Caso Clínico: Paciente do sexo feminino com 38 anos, apresenta má oclusão de classe I molar bilateral, padrão esquelético de classe II e apinhamento dentário superior moderado e inferior severo. A paciente exibe padrão mesofacial, perfil convexo e overject e overbite de 2 mm. No presente caso, a hemissecção dos segundos molares decíduos, na presença da agenesia dos segundos pré-molares permanentes, foi empregue como alternativa à extração dos mesmos. Neste caso foi realizada a hemissecção dos dois segundos molares decíduos inferiores, além da remoção das metades mesiais dos mesmos. Durante a execução do plano de tratamento vários fatores foram considerados, nomeadamente: o perfil do paciente, a ausência de mobilidade e de reabsorção radicular dos segundos molares decíduos inferiores, as múltiplas agenesias, o padrão mesofacial, o tempo de tratamento, e a necessidade de espaço para a correção da má oclusão. Esta técnica foi utilizada com o intuito de resolver o apinhamento dentário inferior severo e estabelecer um tamanho mésio distal adequado (pré-molares inferiores = 7mm), corrigindo assim a discrepância dentária de Bolton presente devido aos segundos molares decíduos inferiores. Apesar de este procedimento estar descrito na literatura com a utilização de pasta de hidróxido de cálcio como selamento da câmara pulpar (pulpotomia) (7, 8), utilizamos o mineral trióxido agregado (MTA). Adicionalmente, procedemos à extração da porção mesial, ao invés da distal, dos segundos molares decíduos, uma vez que, devido à idade da paciente e presença dos primeiros molares permanentes inferiores na arcada, já não vamos lograr da mesialização dos mesmos provocada pela sua erupção. De realçar ainda que, a distalização do sector anterior traduzir-se-á na resolução do apinhamento dentário inferior. Assim, neste tipo de abordagem torna-se crucial a ausência de perda de ancoragem.
Conclusões: A hemissecção dos segundos molares decíduos, em casos de agenesia de segundos pré-molares permanentes, é uma alternativa à sua exodontia. No presente caso foi possível corrigir a falta de espaço, o apinhamento dentário inferior severo, e a discrepância dentária de Bolton.

 

póster nº Ortodontia, 11/5/2021 ()17h30 às 18h30 no Hall dos Posters

 

Joana Correia Silva (Autor apresentador),

Tiago Bessa Martins (Co-autor),

Fernando Magro (Co-autor),

(),

(),

(),

Congresso da OMD 2021
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.