Terapia pulpar vital indirecta: apresentação de dois casos clínicos
póster de Casos clínicos em Odontopediatria não candidato a prémio de Inês Neto e Silva, Rita Salgado Rodrigues, Carina Simão, Raquel Pinto Araújo, André Brandão de Almeida,
Introdução: A prática da medicina dentária conservadora consiste na realização de procedimentos minimamente invasivos de forma a preservar o máximo de integridade dentária. _x000D_
Segundo a Academia Americana de Odontopediatria (AAPD), na presença de um dente imaturo com vitalidade existem diversas opções terapêuticas: proteção pulpar indireta; a proteção pulpar direta e a pulpotomia._x000D_
É de extrema importância a aferição do diagnóstico pulpar para que seja tomada a melhor opção terapêutica._x000D_
Na terapia pulpar indireta são utilizados materiais bioativos sobre dentina afetada. Estes materiais têm o potencial de induzir uma adesão mineral específica e intencional ao substrato dentinário. Após este procedimento, o dente deve ser restaurado._x000D_
Este trabalho tem como finalidade a apresentação de dois casos clínicos com recurso a terapia pulpar indireta para promoção de apexogénese.
Descrição do Caso Clínico: Caso 1:_x000D_
Paciente do sexo masculino de 7 anos com lesões de cárie nos dentes 36 e 46 – com sinais e sintomas de pulpite reversível. Apresentava limitação da abertura bucal e mostrava-se pouco cooperante._x000D_
Após administração de anestesia loco-regional e colocação de isolamento absoluto, realizou-se a remoção da dentina cariada infetada, (remoção parcial de cárie), deixando a porção de dentina cariada afetada intacta. Sem a promoção de exposição pulpar, foi colocado um cimento de ionómero de vidro modificado por resina (Riva Light Cure®). A monitorização do caso realizou-se após 4, 7, 12 e 18 meses._x000D_
_x000D_
Caso 2:_x000D_
Paciente do sexo feminino de 10 anos, com lesão cariosa extensa no dente 45._x000D_
Após a realização de radiografia periapical e dos testes de sensibilidade pulpar – que indicaram uma condição pulpar compatível com pulpite reversível – foi administrada anestesia loco-regional, colocado o isolamento absoluto e procedeu-se à remoção total de cárie. _x000D_
Sem exposição pulpar – mas na presença de uma finíssima camada de dentina sobre a polpa, aplicou-se MTA seguido de uma camada de ionómero de vidro (Vitrebond®). Foi colocada uma restauração provisória de Cimento de Óxido de Zinco Eugenol (IRM®). Após 15 dias a utente regressou para monotorização da resposta aos testes de sensibilidade. Uma vez que havia sinais de polpa sã, e após administração de anestesia local colocou-se o isolamento absoluto, fez-se a remoção do material restaurador provisório e realizou-se a restauração definitiva com resina composta. _x000D_
Foi feito o follow-up da apexogénese aos 6 e 12 meses.
Conclusões: O maior desafio da medicina dentária reparadora é induzir a remineralização da dentina cariada hipomineralizada – induzindo a formação de uma ponte dentinária – e proteger e preservar a vitalidade pulpar._x000D_
Os procedimentos que permitem manter a vitalidade pulpar promovem a apexogénese, isto é, a continuação do desenvolvimento fisiológico e a formação radicular. Desta forma mantém-se a integridade e a saúde do dente e dos tecidos de suporte. A contínua formação dos dentes permite o aumento da espessura das paredes dentinárias, tornando a proporção coroa/raiz mais favorável, o que contribui para a sua função normal. _x000D_
Assim, é universalmente aceite que a terapia pulpar vital é o tratamento de eleição em dentes imaturos, com polpa saudável ou com sinais de pulpite reversível.
póster nº Odontopediatria, 11/5/2021 ()14h30 às 15h30 no Hall dos Posters
Inês Neto e Silva (Autor apresentador),
Rita Salgado Rodrigues (Co-autor),
Carina Simão (Co-autor),
Raquel Pinto Araújo (Co-autor),
André Brandão de Almeida (Co-autor),
(),