Tratamento da mordida cruzada associada a assimetria facial – caso clínico

póster de Casos clínicos em Ortodontia não candidato a prémio de João Ramos Baptista, Valter Alves, Gunel Kizi, Ana Sintra Delgado, ,

Autores
Não candidato a prémio

Introdução: A mordida cruzada é uma má-oclusão transversal que se estabelece precocemente e que compromete a estabilidade oclusal, a estética e as funções orais normais. É definida como qualquer relação vestíbulo-lingual anormal entre um ou mais dentes maxilares com um ou mais dentes mandibulares. A etiologia pode ser esquelética, dentária e/ou funcional. A mordida cruzada posterior é uma das más oclusões mais prevalentes na dentição decídua e mista, sendo a mordida cruzada posterior unilateral associada ao desvio mandibular a mais comum. Esta alteração caracteriza-se por uma discrepância entre a oclusão em máxima intercuspidação e em relação cêntrica e por uma assimetria facial resultante do desvio mandibular. A mordida cruzada e a assimetria facial consequente resulta de uma constrição maxilar associada a interferências dentárias, as quais impendem uma correcta intercuspidação. Vários estudos demonstram que a intervenção precoce dirigida para a maxila, através de aparelhos de expansão rápida como o disjuntor Hyrax, permitem a abertura da sutura palatina mediana, o aumento transversal da maxila e a correção de mordidas cruzadas posteriores esqueléticas e/ou dentárias. O tratamento precoce evita efeitos adversos no sistema estomatognático e possíveis assimetrias funcionais e morfológicas, proporcionando um normal desenvolvimento crânio-facial e psicossocial, uma correcta função oclusal e estética facial. O objectivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de correcção de mordida cruzada posterior unilateral com desvio mandibular, associada a assimetria facial, através de expansão maxilar e aparelhos fixos.
Descrição do Caso Clínico: Doente do género feminino, 10 anos de idade, apresentou-se na consulta assistencial de ortodontia da Clínica Dentária Egas Moniz (CDEM) com o motivo da consulta: “acho que tenho o maxilar cruzado” SIC. Realizou-se análise clínica e radiográfica diagnosticando-se uma mordida cruzada posterior unilateral esquerda com desvio mandibular para o lado cruzado e assimetria facial. Após obtenção do consentimento informado devidamente assinado, o tratamento consistiu na utilização de disjuntor palatino (Hyrax) e aparatologia fixa.
Conclusões: No caso apresentado, a terapêutica utilizada permitiu um aumento transversal da maxila, e consequentemente a correção do desvio mandibular e da mordida cruzada posterior unilateral esquerda, assim como um correto alinhamento e nivelamento das arcadas e a obtenção de simetria facial. No follow-up de 9 meses, verificou-se estabilidade do tratamento realizado.

 

póster nº Ortodontia, 11/5/2021 ()17h30 às 18h30 no Hall dos Posters

 

João Ramos Baptista (Autor apresentador), Instituto Universitário Egas Moniz

Valter Alves (Co-autor), Instituto Universitário Egas Moniz

Gunel Kizi (Co-autor), Instituto Universitário Egas Moniz

Ana Sintra Delgado (Co-autor), Instituto Universitário Egas Moniz

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Congresso da OMD 2021
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