Alinhadores com Avanço Mandibular no tratamento ortodôntico da retrognatia mandibular: caso clínico
comunicação oral de Casos clínicos em Ortodontia não candidata a prémio de Duarte Rocha, Teresa Pinho, , , ,
Introdução: Quando um paciente em crescimento apresenta má-oclusão esquelética de Classe II por retrusão mandibular, podem ser aplicadas técnicas que visem estimular o crescimento da mandíbula._x000D_
O recurso de avanço mandibular (MA) foi desenvolvido para tratamentos ortodônticos com alinhadores Invisalign®, para pacientes de Classe II com retrognatia mandibular em fase de crescimento. Através de aletas reforçadas incorporadas na face vestibular dos aparelhos (“precision wings”), estes alinhadores promovem avanços mandibulares incrementais e faseados, produzindo uma alteração postural progressiva da mandíbula para atingir/aproximar à Classe I, ao passo que o alinhamento dentário é executado concomitantemente.
Descrição do Caso Clínico: Paciente do sexo feminino, 11 anos, retrusão mandibular acentuada, incompetência labial e deglutição infantil. Classe II esquelética (convexidade A=7,1mm); Classe II alveolar (distância A-B=11,3mm), com bi-retrusão (SNA=78,7º e SNB=71,8º). _x000D_
Relação dentária de Classe II molar bilateral. Ângulo interincisivo muito diminuído (111,8º) por Incisivos superiores e inferiores pro-inclinados (UI/NA=32,9º e IMPA=98,3º). Overjet muito aumentado (13,0mm); caninos superiores rodados com travamento dos inferiores; arcada superior em “V”; perfil convexo._x000D_
Histórico familiar de pai com retrognatia mandibular com tratamento ortodôntico-cirurgico e de irmã também com retrognatia e tratamento ortodôntico de camuflagem._x000D_
Numa fase inicial, com 10 anos, a paciente utilizou um Trainer Classe II para terapia miofuncional. Tratando-se de um caso de retrusão mandibular, a intervenção intercetiva nesta fase visou minimizar os problemas funcionais inerentes ao problema esquelético existente, assim como o impacto negativo na sua auto-estima, devido à exposição excessiva dos incisivos superiores em repouso por interposição do lábio inferior. Recorreu-se aos alinhadores como método de correção ortodôntica para nivelamento dentário, expansão das arcadas, e “precision wings” com elásticos de Classe II (apenas para melhoria da engrenagem das aletas), fundamentais para estimulação do avanço mandibular. Ao final de 1 ano e 6 meses de correção ortodôntica obtiveram-se melhorias significativas a nível do perfil retrognático, overjet normal e Classe I molar. A auto-estima da paciente melhorou substancialmente. Após este período, a utilização dos alinhadores foi continuada por mais 1 ano de dia e noite, com movimentações, também para estabilização e consolidação da oclusão. No final, foram colocadas contenções removíveis apenas para uso noturno.
Conclusões: A escolha dos alinhadores como método de tratamento para este caso revelou ser efetiva e uma mais valia, quer pelo nivelamento dentário efetuado e sobretudo a conjugação das “precision wings”, que facilitaram o avanço mandibular num biótipo facial hipo-divergente com retrognatia acentuada.
comunicação oral nº Ortodontia, 11/4/2021 ()14h30 no Auditório D
Duarte Rocha (Autor apresentador), Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU
Teresa Pinho (Co-autor), Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU
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