Assim que as portas do Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, se abriram, os primeiros Mentores e Mentorados foram chegando, expectantes e curiosos, quanto à principal dúvida daquele momento: quem será o meu Mentor/a? Quem será o meu Mentorado/a?
As razões que os levaram a embarcar no programa GERAÇÃO OMD com um total desconhecido, num sábado de manhã, são diversas. Ter um conselho na hora certa, ter alguém que já viveu o mesmo (e quem sabe da mesma área científica) com quem falar, ou perceber como manter a ética no trabalho, foram alguns dos dilemas que ouvimos do lado dos Mentorados. Dos Mentores percebemos a vontade de retribuírem à nova geração o legado que, no passado, também receberam dos seus “mentores”, ou de dar aquilo que gostariam de ter tido no início das suas carreiras.
Confiantes e entusiasmados, enquanto reencontravam outros colegas, os primeiros participantes do projeto-piloto de mentoria da OMD foram chegando à sala onde a vice-presidente do Conselho Diretivo os aguardava para o arranque do GERAÇÃO OMD. “Queremos uma OMD próxima e presente na vida real dos jovens colegas”, anunciou Maria João Ponces, enquanto explicava os princípios deste projeto-piloto de mentoria e o que o distinguia: um programa estruturado, ético e humano.
Feita a nota introdutória, chegou a hora de dar um rosto e um nome à grande interrogação da manhã. Sorrisos, cumprimentos e a alegria coletiva de quem, para além de conhecer o seu par, se sentiu parte de um grupo: os pioneiros deste projeto.
Após uma primeira troca de impressões, a Ordem lançou as primeiras bases de trabalho aos novos Mentores e Mentorados. Organizou três sessões temáticas que os colocaram a refletir e a discutir sobre algumas das linhas mestras do atual mercado de trabalho: ética e deontologia, conduzida pelo presidente do Conselho Deontológico e de Disciplina, João Aquino; gestão de consultórios, pelo médico dentista, Fernando Arrobas; e saúde mental e trabalho, pela psicóloga Filipa Jardim da Silva.
No final deste início de capítulo, Mentores e Mentorados saíram com a sensação de que já levam mais aprendizagem na sua bagagem. Até porque, dizem os Mentores, os desafios e os objetivos da geração que há muitos anos entrou no mercado de trabalho são diferentes dos de agora, existindo por isso espaço para ambos evoluírem. Já os Mentorados estavam felizes pela dinâmica e empatia que se gerou nestas primeiras trocas de impressões.
O GERAÇÃO OMD vai desenrolar-se em modelo híbrido durante 12 meses. Já as parcerias que agora nasceram certamente continuarão por muito mais tempo.