A Federação Dentária Internacional (FDI) adotou uma nova declaração política sobre o noma, sublinhando que requer uma ação global coordenada não só para diminuir a taxa de mortalidade associada, como para controlar o impacto na saúde da população.

Durante a sua assembleia geral, realizada em Xangai, o organismo reforçou o compromisso no combate a esta patologia, que afeta sobretudo crianças entre os 2 e os 6 anos que vivem em condições de pobreza extrema. O noma, que recentemente foi incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista de Doenças Tropicais Negligenciadas, apresenta uma taxa de mortalidade de cerca de 90% para os pacientes não tratados nos primeiros dias.

Prevenção e deteção precoce

A FDI destaca que, quando detetado precocemente, a progressão do noma pode ser travada através de medidas básicas de higiene, nutrição adequada e administração de antibióticos. No entanto, a falta de cuidados de saúde em áreas afetadas, aliada ao estigma e até a certas crenças, faz com que muitos casos não sejam sinalizados.

Este novo parecer estabelece princípios para a atuação dos profissionais de saúde e de assistência social, enfatizando a importância da higiene oral e da nutrição para ajudar a prevenir o desenvolvimento da doença. Nesse sentido, é fundamental sensibilizar a população local para os sintomas, estágios da doença e fatores de risco.

O reconhecimento de que o noma não é contagioso e que a sua rápida progressão torna a identificação precoce fundamental para a sobrevivência do paciente são outros dois aspetos destacados.

O papel dos profissionais

Embora esta doença seja mais prevalente em regiões com carência de profissionais de saúde oral, a FDI faz um apelo global à ação e recomenda que a formação pré-graduada inclua o conhecimento desta patologia e a sua manifestação.

O papel dos médicos dentistas e de outros profissionais de saúde, sublinha a declaração política, não se limita ao diagnóstico precoce, abrangendo também a necessidade de aconselhamento psicológico para ajudar a eliminar o estigma e facilitar a reintegração dos pacientes na sociedade.

Muitos enfrentam desfiguração facial vitalícia e problemas graves ao comer, falar e socializar, o que exige um acompanhamento contínuo e multidisciplinar.

Consulte o documento “Noma – eradicating a preventable disease to save lives”.

Ordem dos Médicos Dentistas
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