Conímbriga (Coimbra) recebeu esta sexta-feira, dia 26 de setembro, a VI Cimeira do Ensino, uma reunião organizada no âmbito do Fórum Ensino e Profissão Médico-Dentária e que visa promover o diálogo e reflexão sobre os desafios que se colocam à formação dos futuros profissionais.

Nesta sessão, participou o responsável pelo grupo de trabalho da formação em medicina dentária europeia da Associação para o Ensino de Medicina Dentária na Europa (ADEE), James Field, que trouxe uma visão alargada de como estas questões estão a ser discutidas no contexto europeu.

O professor e diretor do ensino e formação na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Cardiff trouxe um conjunto de temas para reflexão dos presentes, nomeadamente os desafios e necessidades identificadas pela associação em matéria de reforma curricular do ensino da medicina dentária na Europa.

James Field apresentou ainda um conjunto de dados que sustentam a visão dos stakeholders, colocando em debate as soluções que podem ser impulsionadas pela evolução tecnológica.

Desafios comuns

Depois da participação Päl Barkvol, na última cimeira do ensino (à data presidente da ADEE), o professor James Field trouxe um aporte de conhecimento dos desafios que são comuns aos vários países europeus. A esse propósito indicou que os principais são “provavelmente a infraestrutura de recursos e a infraestrutura em termos de equipas”, ambas sobrecarregadas.

Na sua visão, “reservar tempo para nos reunirmos desta forma e debater estes temas é mesmo importante”. Por isso, o responsável mostrou-se expectante que todos os participantes nesta reunião “consigam unir-se para apresentar uma estratégia”, que assentem num “trabalho de colaboração entre as instituições para implementar gradualmente alguns desses parâmetros [propostos pela OMD]”. “Isso seria ótimo, mesmo que fossem pequenos passos”, assumiu.

Inovar no ecossistema da medicina dentária

À saída da cimeira, o bastonário da OMD, fez um balanço positivo da reunião, que é já a sexta e que, “dentro daquilo que é o ecossistema do ensino da medicina dentária, tem existido evolução”.

Miguel Pavão realçou a parceria com a ADEE, que ultimamente tem participado nestes encontros e reforça o trabalho que está a ser desenvolvido pela Ordem, no contexto nacional e internacional. A OMD tem tido o papel de “apontar boas práticas, não ficando só pelo diagnóstico e identificação dos problemas”.

Não obstante o papel da A3Es, que é a entidade competente para a avaliação e acreditação do ensino superior, o bastonário destacou a importância de “progredir voluntariamente pela qualidade” e saudou o alargamento deste debate aos conselhos pedagógicos e científicos das sete IES.

O responsável acrescentou que, nesta cimeira, foram apresentadas “opções de soluções que podem ser implementadas”, salientando que o “processo de mudança começa sempre com uma vontade”. “Digo que hoje as instituições de ensino superior são as mais motivadas para fazer essa mudança” e a “sua presença nesta reunião indica precisamente isso”, notou. Miguel Pavão referiu, ainda, que há valores que sobressaem, como a “procura da harmonia, da qualidade e da excelência”.

A finalizar, deixou a nota de que há consenso de que “a OMD traz inovação” e que há uma reflexão “é possível progredir e fazer mais em termos de qualidade do ensino em Portugal”, daí a Ordem ter apresentado um conjunto de parâmetros e que as instituições podem comprometer-se com a sua evolução.

Na VI Cimeira estiveram presentes, além do professor James Field e dos representantes da OMD – o bastonário Miguel Pavão, a vice-presidente do Conselho Diretivo, Maria João Ponces, o representante da Região Sul no Conselho Diretivo, Nuno Ventura, os membros do Conselho de Supervisão, Manuel Fontes de Carvalho e Isabel Poiares Baptista, e o presidente da Comissão Científica, António Mata – o reitor da Universidade Fernando Pessoa, Álvaro Nascimento, a diretora da Faculdade de Ciências da Saúde, Sandra Gavinha, e a coordenadora do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, Patrícia Manarte Monteiro, o diretor do Departamento de Ciências Dentárias (IUCS-CESPU), Joaquim Ferreira Moreira, o coordenador do Mestrado Integrado de Medicina Dentária e da Área de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina de Coimbra (FMUC), Francisco do Vale, o professor catedrático da FMUC, Manuel Marques Ferreira, a coordenadora do Mestrado Integrado em Medicina Dentária da Egas Moniz School of Health and Science, Ana Cristina Mano Azul, a responsável pelo Digital Health & Education Group Egas Moniz Center for Interdisciplinary Research da Egas Moniz School of Health and Science, Mariana Morgado, a coordenadora 1º ciclo e o coordenador do 2º ciclo de estudos do Mestrado Integrado de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Maria José Correia e Nélio Veiga, respetivamente, o diretor do CIIS UCP, Nuno Rosa, a presidente do Conselho Pedagógico da Faculdade de Medicina Dentária da UCP, Rita Noites, o diretor e vice-diretor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), João Caramês e Duarte Marques, respetivamente, o presidente do Conselho Coordenador do Mestrado Integrado de Medicina Dentária da FMDUL, Luís Pires Lopes, o presidente do Conselho Pedagógico da FMDUL, António Ginjeira, o diretor e subdiretora da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP), Paulo Ribeiro de Melo e Maria Helena Figueiral, respetivamente, a vice-presidente do Conselho Científico da FMDUP, Maria Cristina Figueiredo Pollmann, e o membro do Conselho Executivo da FMDUP, Pedro Mesquita.

Da parte da Associação Nacional de Estudantes de Medicina Dentária participaram a presidente, Bianca Gomes, o vice-presidente para a Política Educativa e Relações Externas, Afonso Carvalho, e representante Maria Helena Duarte (vice-presidente da NEMD/AAIUEM).

Ordem dos Médicos Dentistas
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