O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, recebeu a Ordem dos Médicos Dentistas, na passada segunda-feira, 16 de junho, para uma reunião de trabalho, que estava programada desde a sua tomada de posse, em fevereiro, e se concretizou agora com o início do novo ciclo legislativo.
A propósito do programa do XXV Governo, que está em debate no Parlamento, o bastonário da OMD, que se fez acompanhar da representante do grupo de trabalho Saúde Pública Oral, Estefânia Paiva Martins, aproveitou para dar nota das expectativas da Ordem em relação ao “conjunto de intenções e compromissos” que estão plasmados no documento.
Miguel Pavão adiantou que, na reunião, foram abordadas as necessidades e possíveis caminhos para “se poder reestruturar e organizar melhor, funcionalmente, a vertente da saúde oral e da medicina dentária no SNS”.
A direção executiva manifestou à OMD o seu compromisso em “facilitar os cuidados de saúde oral à população”, ficando claro que existe uma visão integrada da saúde, isto é, de um sistema “não exclusivo do setor público, mas também de comparticipação na dimensão privada e social”.
A propósito da prestação dos cuidados de medicina dentária no SNS, Álvaro Almeida mostrou-se consciente do facto de existirem gabinetes instalados, que não estão a funcionar, apesar do investimento realizado. Segundo o bastonário da OMD, o responsável adiantou que existe “uma pretensão de alteração dos estatutos da direção executiva do SNS, que está na dependência do Ministério da Saúde, para que se possa fazer muito em breve a renomeação da equipa de coordenação nacional de saúde oral”.

Aliás, a OMD fez notar a urgência desta decisão, de forma a “que as Unidades Locais de Saúde (ULS) possam ser empoderadas e exista uma facilitação daquilo que são normas de orientação para as políticas e serviços de saúde oral” ali existentes.
No final da reunião, a comitiva da OMD mostrou “disponibilidade total” para colaborar com o DE-SNS, nomeadamente no “aporte de evidência científica entre a saúde oral e as doenças sistémicas”, bem como “dos cuidados de medicina dentária e da sustentabilidade para o sistema de saúde”.
Miguel Pavão adiantou que transmitiu a Álvaro Almeida a intenção da Ordem em contribuir para áreas como as das doenças crónicas não comunicáveis e das doenças relacionadas com o sono, com vista ao fortalecimento das medidas para os cuidados de medicina dentária que estão elencadas no programa do novo governo.
