O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas foi um dos oradores da cerimónia de abertura do congresso de primavera da European Dental Students’ Association (EDSA), que se realizou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra entre 31 de março e 4 de abril.
O 75th EDSA Meeting Coimbra registou a presença de cerca de 150 estudantes de medicina dentária, provenientes de mais de 30 países-membros da EDSA, e a Assembleia Geral incidiu sobre questões centrais relacionadas com a profissão, com foco nos programas de educação na Europa.
Neste espaço de debate, análise, troca de experiências e networking, Miguel Pavão pediu aos estudantes “cooperação na construção do futuro da saúde oral”, a começar por aquela que é uma das pedras basilares no percurso de qualquer profissional: a formação.
“Em fevereiro passado, tive a oportunidade de participar numa reunião da Association for Dental Education in Europe, que teve lugar na Irlanda. Este encontro teve como objetivo a troca de experiências e expectativas relativamente ao programa curricular em medicina dentária. É necessário adaptá-lo às atuais exigências do mercado de trabalho. Mais uma vez, este trabalho só poderá ser bem-sucedido se houver uma estreita cooperação entre os estudantes e as várias entidades ligadas à educação e ao exercício profissional”, considerou o bastonário da OMD.
Recordando a criação do Fórum Ensino e Formação Médico-Dentário em conjunto com a Associação Nacional de Estudantes de Medicina Dentária (ANEMD), um espaço para a defesa da qualidade do ensino superior, Miguel Pavão alertou os médicos dentistas para a realidade da saúde oral, lembrando, ainda assim, os princípios éticos e morais inerentes à profissão.
“Para aqueles que em breve serão jovens médicos dentistas, não se deixem levar pelos interesses financeiros das empresas. Salvaguardem sempre os melhores interesses do paciente, evitando cair na armadilha de realizar tratamentos desnecessários apenas para beneficiar as organizações para as quais trabalham. O nosso papel é tratar seres humanos como os seres humanos que são. Isso é o que faz da medicina dentária uma profissão de grande nobreza”, sublinhou o bastonário, reforçando: “Precisamos de todos vós para garantir que as políticas de saúde oral recebem a atenção que merecem e que a saúde oral se torne um verdadeiro direito”.
Além do programa científico e social, o congresso de primavera da EDSA promoveu ainda um programa de voluntariado pré-congresso, que incluiu uma visita à instituição CASA (Centro de Apoio ao Sem-Abrigo) e à Casa de Formação Cristã Rainha Santa, promovendo a saúde oral junto de crianças e adultos em situações vulneráveis. Já o pós-congresso irá decorrer no Porto até dia 6 de abril.
