A Associação Nacional das Farmácias (ANF) realizou um pequeno-almoço executivo com os representantes de mais de 15 entidades parceiras, com o objetivo de abordar o “acesso a dados em saúde e canais de comunicação entre profissionais”.
Nesta reunião foram abordadas as possibilidades de sinergias entre as farmácias e restantes entidades da saúde, considerando que o setor está cada vez mais digitalizado e enfrenta novos desafios neste âmbito.
A Ordem dos Médicos Dentistas esteve representada pela vogal do Conselho Diretivo, Inês Anselmo Assunção. Recorde-se que a OMD e ANF assinaram um protocolo de colaboração em dezembro do ano passado, com o objetivo de articularem esforços na promoção dos cuidados de saúde oral e da literacia junto da população. Ao abrigo desta parceira, vários conteúdos da campanha de comunicação da OMD, sob o mote “Leve a sua saúde oral a sério”, foram divulgados nas farmácias portuguesas. Está ainda prevista a publicação regular de conteúdos informativos sobre vários temas de saúde oral na Revista Saúda.

Esta sessão teve como anfitriãs a presidente da ANF, Ema Paulino, e a Diretora-Executiva do Fórum Saúde XXI, Andrea Lima. Destaque ainda para a participação da Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, da SPMS, da presidente da SPMS, Sandra Cavaca, e do presidente do Conselho Nacional de Saúde, Victor Ramos, assim como para a presença da Direção-Executiva do SNS, representada por Helena Farinha; do Infarmed, representada por Érica Viegas; da ACSS, representada por Carlos Galamba; e do Conselho Nacional de Saúde, representado pelo presidente Victor Ramos.
Do debate entre os vários parceiros da ANF, o Registo de Saúde Eletrónico Único (RSEu) foi um dos principais dossiers abordados. O RSEu permite que o acesso aos dados em saúde de uma pessoa seja partilhado pelos vários profissionais de saúde, desde que autorizados pela própria pessoa, e é atualmente um dos desafios da SPMS.
Entre as várias conclusões alcançadas durante a reunião, destaque para a necessidade de desenvolver e implementar a tecnologia com o envolvimento dos profissionais e dos cidadãos, reforçando o relacionamento e confiança entre todos os envolvidos; considerar, entre os vários desafios, a cibersegurança; alertar para os riscos da desinformação como um desafio na saúde pública: com grande impacto na tomada de decisão, nomeadamente no mundo digital; e a importância de aumentar a literacia em todos os pontos (profissionais e cidadãos), em particular no mundo digital: profissionais e instituições devem ser promotores de literacia; entre outras.







