O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Gandra d’Almeida, visitou esta segunda-feira, 29 de julho, a sede da Ordem dos Médicos Dentistas e esteve reunido com o bastonário, Miguel Pavão, para uma análise da integração da medicina dentária no setor público.

Na agenda esteve o relatório SNS: Saúde Oral 2.0, que entrou em vigor em dezembro de 2023, mas sete meses as metas definidas estão por cumprir. “Alertamos para duas medidas que estão por executar e nos preocupam, a criação de uma carreira de medicina dentária no SNS e os serviços de saúde oral que não estão integrados na estrutura orgânica deste setor ou não funcionam”, adiantou Miguel Pavão, à margem da reunião.

Outros dos pontos elencados pela OMD foi a necessidade de reforçar o papel da coordenação dos serviços de saúde oral do SNS, bem como a criação de equipas com um diretor, um representante da vertente hospitalar e outro dos cuidados de saúde primários. Em causa está o facto de existirem gabinetes equipados, mas que estão fechados, devido às dificuldades das Unidades Locais de Saúde em contratar médicos dentistas. A isto, sustentou o bastonário da Ordem, acresce a preocupação perante a possibilidade de alguns financiamentos do Plano de Recuperação e Resiliência não serem concretizados por questões burocráticas, relacionadas com a extinção das Administrações Regionais de Saúde.

António Gandra d’Almeida deixou a garantia de que, enquanto diretor executivo do SNS, está empenhado em reforçar a saúde oral no Serviço Nacional de Saúde. Para tal, comprometeu-se a participar na realização de um roteiro pelo SNS, a ser desenvolvido pelo bastonário a partir de outubro e que permitirá conhecer no terreno o atual estado da prestação dos cuidados de saúde oral, as fragilidades e necessidades deste setor.

O diretor executivo da SNS deixou ainda uma nota de que a criação de uma carreira de medicina dentária é um princípio basilar para uma efetiva integração destes cuidados no setor público.

No final dos trabalhos, Miguel Pavão entregou a António Gandra d’Almeida três estudos, que enquadram a preponderância da saúde oral: um sobre a evidência científica que correlaciona a saúde oral com 23 doenças sistémicas e cinco tipos de cancro; outro sobre os benefícios da escovagem dentária em doentes hospitalizados, publicado na revista JAMA e, por fim, uma investigação (na qual participam médicos dentistas portugueses) sobre a evidência da sustentabilidade financeiro para o SNS que advém do investimento em saúde oral.

Ordem dos Médicos Dentistas
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