“É importante unir as pessoas para trabalharmos em conjunto”. Foi com esta mensagem que o Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Gandra d’Almeida, apresentou os objetivos traçados para a saúde oral no setor público.

O tenente-coronel participou esta sexta-feira, 21 de junho, na sessão de abertura do 7º Encontro da APOMED (Associação Portuguesa dos Médicos Dentistas do Serviço Público), que decorre em Arouca até amanhã, 22 de junho, e, perante uma plateia composta por vários médicos dentistas que exercem no SNS, destacou o objetivo de “promover e potenciar” a relação entre vários profissionais de saúde oral e prestadores que estejam disponíveis e alinhados com as boas práticas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A saúde oral é um direito para todos”, pelo que “precisamos de todos para cumprir o objetivo de chegar aos mais vulneráveis e à população em geral”, salientou o responsável, que iniciou funções no passado dia 16 de junho.

O bastonário da OMD aproveitou o encontro para realçar que os médicos dentistas “estão suspensos relativamente à priorização da saúde oral” e que a criação da carreira de medicina dentária no SNS é “fundamental para valorizar e integrar” a classe. “A saúde oral é um direito universal”, sustentou Miguel Pavão, argumentando que os “portugueses precisam de melhores cuidados de saúde oral”.

Dirigindo-se em particular ao Diretor Executivo do SNS, o bastonário defendeu que a estratégia está criada, “há um plano de ação da OMS, que Portugal comprometeu-se a cumprir” e são necessários “soldados no terreno”, ou seja, os médicos dentistas para concretizar as metas estabelecidas no relatório do SNS 2.0, que “é fundamental cumprir”.

António Pereira da Costa, presidente da APOMED, acrescentou que os portugueses estão entre os europeus com maior número de necessidades dentárias não satisfeitas. Adiantou ainda que nos cuidados de saúde primários existem 150 médicos dentistas e cerca de uma dezena em hospitais ou IPO.

A esta preocupação acresce o facto de cerca de 20 gabinetes de medicina dentária dos cuidados primários não estarem em funcionamento, que representam uma média de 25 mil consultas perdidas, com grande impacto no acesso dos mais vulneráveis à saúde oral.

Ordem dos Médicos Dentistas
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