Na ausência de enquadramento dos filhos dos profissionais de saúde na área de medicina dentária em matéria de acolhimento nos estabelecimentos de ensino, a Ordem dos Médicos Dentistas tomou a iniciativa de contactar diretamente vários organismos responsáveis pela gestão das redes de ensino, nomeadamente as associações de municípios e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares, no sentido de acolherem uma solução para estes casos.
O bastonário da OMD, Miguel Pavão, propõe às autarquias e respetivos agrupamentos escolares que, no âmbito da sua autonomia, estabeleçam com a Ordem protocolos de colaboração direta, que permitam assegurar o apoio escolar aos filhos dos médicos dentistas e dos assistentes dentários, enquanto perdurar a atividade letiva em regime não presencial.
A Ordem explica que estes cuidados de saúde constituem “uma atividade fundamental para o bem-estar dos portugueses” e que são a garantia para o funcionamento normal e autorizado neste período de emergência da atividade de medicina dentária.
Considerando que as clínicas e consultórios de medicina dentária mantêm a sua atividade e que esta não se coaduna com o teletrabalho, é “necessário assegurar o apoio escolar para os seus filhos nos respetivos agrupamentos escolares”, alerta a Ordem.
A missiva foi remetida ao presidente da Associação Nacional de Municípios, Manuel Machado, ao presidente da Associação Nacional de Assembleias Municipais, Albino Pinto de Almeida, ao presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), Jorge Veloso, ao presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Filinto Lima, e aos presidentes das câmaras municipais dos concelhos com maior densidade populacional (Lisboa, Sintra, Vila Nova de Gaia, Porto, Cascais, Loures e Braga).
A OMD deu ainda conhecimento deste documento ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.