Quase um mês e meio após o encerramento das clínicas e consultórios de medicina dentária, que por decreto interministerial estão a assegurar unicamente as urgências e casos inadiáveis, o bastonário da OMD insiste que a profissão “precisa de apoios desde o momento que a suspensão se verificou”.

Em declarações ao Diário da Manhã, na TVI, Orlando Monteiro da Silva alertou que os mecanismos atualmente criados pelo Estado “destinam-se essencialmente e parcialmente àqueles que connosco trabalham”.

Motivos que têm levado a OMD a solicitar ao Governo a atribuição de “subsídios a fundo perdido para quem se viu privado de qualquer rendimento”, lembrando que os médicos dentistas vivem do atendimento aos doentes. Por outro lado, chamou a atenção para a necessidade “de material de proteção adicional para a retoma da atividade”. E aproveitou para dar nota de que foram entretanto enviadas máscaras a todos os médicos dentistas, graças à ação do INFARMED e da própria Ordem que adquiriu parte do material.
 

 

Retoma da atividade

Questionado quanto à reabertura das clínicas e consultórios de medicina dentária, que estão encerrados por decreto do Governo enquanto vigorar o Estado de Emergência, Orlando Monteiro da Silva notou que ainda “não sabemos se as restrições serão levantadas a partir de maio”. No entanto, a OMD encontra-se já a preparar “um plano que será divulgado a seu tempo” e que vai orientar os médicos dentistas no regresso à atividade.

Por outro lado, o bastonário afirmou que, quando acontecer, esta retoma será faseada e defendeu que o Governo terá que criar condições para garantir a resposta adequada à procura dos cuidados médico-dentários que, devido a este interregno nos tratamentos não urgentes, será elevada. Assim, é fundamental “o acesso às máscaras” e a disponibilização de apoios para que os utentes encontrem clínicas e consultórios “saudáveis”, incluindo do ponto de vista financeiro.

No caso dos equipamentos de proteção individual (EPI’s), o bastonário pediu a intervenção do Estado na regulação dos preços, de modo a “evitar a especulação”. Quanto aos apoios financeiros, explicou que a Ordem propõe “subsídios a fundo perdido entre os 1000 e 2000€, de acordo com o rendimento” e o cancelamento dos pagamentos por conta para IRS e IRC.

Às rádios Comercial, Cidade FM e Smooth FM, Orlando Monteiro da Silva explica ainda que os médicos dentistas tiveram uma quebra de mais de 90% das consultas, desde a chegada da pandemia a Portugal. E revela que muitos suspenderam por completo a atividade por não terem proteção individual, mas cerca de 70% está a atender casos urgentes e mediante marcação por telefone. Quanto ao futuro, o bastonário diz acreditar que o setor vai estar preparado para retomar da atividade em segurança.

Ordem dos Médicos Dentistas
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