A situação epidemiológica de COVID-19 que se vive em todo o mundo, e neste momento de uma forma mais acentuada na Europa, levou o Conselho Europeu de Médicos Dentistas (CED) a manifestar a sua solidariedade para com os médicos dentistas europeus.
Em comunicado, o presidente do CED, Marco Landi, afirma que “a crise do COVID-19 tem vindo a demonstrar a necessidade de cooperação internacional no âmbito da saúde pública, no sentido da União Europeia ter um papel decisivo nas políticas de saúde e no investimento na saúde a todos os níveis”.
Em suma, lembra Paulo Ribeiro de Melo, membro da direção do CED e coordenador do grupo de trabalho de Acompanhamento do COVID-19 da OMD, “alerta-se para a necessidade de implementação dos cuidados necessários para proteger pacientes, pessoal auxiliar e médicos dentistas, realçando a importância fundamental da existência de equipamento individual de proteção (EPI) em quantidade suficiente”.
Nesse sentido, explica, “o CED alerta para que a União Europeia e os seus Estados-membros resolvam rapidamente a atual escassez de EPIs, que como todos sabemos é transversal a toda a Europa”.
“Por outro lado, e cientes do impacto económico que esta pandemia está a ter nos consultórios e clínicas dentárias Europeus, o CED insta a Comissão Europeia e os Estados-membros a apresentarem soluções que permitam mitigar os prejuízos acumulados durante este período, apoiando com fundos comunitários os médicos dentistas do setor privado”, resume.

Tradução da Ordem dos Médicos Dentistas:
O CED constata que, por toda Europa, os médicos dentistas estão empenhados no esforço para limitar a propagação da doença provocada pelo novo coronavírus (COVID-19), ao mesmo tempo que continuam a prestar cuidados de qualidade e em segurança aos seus doentes, de acordo com as regras nacionais e locais aplicáveis.
À medida que um número cada vez maior de Estados-membros limita a prestação de cuidados de saúde dentária aos casos urgentes, os médicos dentistas redobram esforços, não só para continuarem a cumprir com a sua obrigação de cuidar dos seus doentes, mas também para prevenir a transmissão do vírus.
Dado que a transmissão encontra condições particularmente favoráveis durante os tratamentos dentários, estes exigem o cumprimento de novos protocolos de controlo de infeções, bem como os já existentes, a fim de se protegerem os doentes, os membros das equipas dentárias e os próprios médicos dentistas. Essa proteção inclui o uso de material de proteção adequado, que em muitos países escasseia cada vez mais.
Naqueles países em que a legislação nacional assim o permite, os médicos dentistas estão a dar apoio a outros setores dos sistemas de saúde, nomeadamente as urgências hospitalares, prestando cuidados orais de urgência e evitando que esses doentes procurem assistência nos já sobrelotados hospitais.
Para o presidente do CED, este organismo “continua a dar apoio aos nossos membros, que, como todos os outros profissionais da saúde, se encontram na linha da frente da luta contra o COVID-19, divulgando informação sobre as medidas de âmbito nacional relacionadas com a saúde oral, bem como partilhando os guias gerais disponibilizados por organismos internacionais, nomeadamente a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e a Comissão Europeia”.
“Estamos disponíveis para assumir outras responsabilidades que venham a ser necessárias em prol da saúde pública, dos nossos doentes e das nossas comunidades”, sustenta o responsável que apela “ainda aos Estados-membros e à Comissão Europeia para que, em relação ao acesso à saúde oral em toda Europa, se tomem medidas destinadas a mitigar o impacto a longo prazo do COVID-19, através de apoios aos médicos dentistas, incluído a prática privada, integrados nos mecanismos de apoio nacionais acionados pelo estado de emergência e permitindo o acesso a financiamentos disponíveis através da EU”.
Consulte o comunicado original em inglês (pdf).