A rutura da barragem de Brumadinho, no estado brasileiro de Minas Gerais, a 25 de janeiro, causou centenas de vítimas.

Enquanto as equipas de resgate procuram 238 pessoas ainda desaparecidas no meio da lama, as equipas médico legistas tentam identificar os 110 corpos já encontrados recorrendo a registos dentários e ADN.

Estes dois métodos, informou a polícia esta semana, são necessários devido ao avançado estado de decomposição dos corpos.

As autoridades estão a pedir às famílias das vítimas para entregarem radiografias dentárias dos desaparecidos no Instituto Médico Legal local, onde também lhes será recolhido material genético, registos que serão comparados com os dados das vítimas por identificar.

“A maioria [dos corpos] está chegando já em avançado estado de decomposição e vários segmentos corpóreos. Então, a partir daí, principalmente em relação aos segmentos corpóreos, temos que montar um quebra-cabeças”, disse o delegado da Polícia Civil.

Veja as declarações e vídeo da polícia no UOL Notícias.

Os registos dentários são uma das formas mais fiáveis de identificação de corpos em tragédias.

Em Portugal, em 2017, aquando dos incêndios de Pedrogão Grande, o método foi utilizado. Vários médicos dentistas manifestaram junto da Ordem disponibilidade para colaborar no reconhecimento das vítimas. Nos locais afetados pelos incêndios esteve, em representação da instituição, uma médica dentista especializada na área forense a acompanhar a situação.

Um ano antes, em 2016, quando a Região Autónoma da Madeira foi atingida por vários fogos, a OMD ofereceu-se igualmente para colaborar na área forense, através da identificação de dentes e próteses dentárias, bem como da comparação dos registos dentários.

Consulte o artigo de 2017: OMD apoia população afetada pelos incêndios.

No início da década, em 2010, quando a Madeira foi assolada pela tragédia das cheias, a ação dos médicos dentistas possibilitou a identificação de quatro corpos, tendo a responsável pela equipa de medicina legal agradecido a colaboração dos médicos dentistas, «pois a mesma possibilitou a identificação de 100% dos corpos resgatados».

Consulte o artigo de 2010: Madeira: médicos dentistas ajudaram na identificação das vítimas.

Ordem dos Médicos Dentistas
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