Na emigração há cerca de 1040 médicos dentistas a exercer no estrangeiro, não incluindo os 144 associados que solicitaram a declaração que atesta que a sua formação cumpre com os requisitos mínimos exigidos pela diretiva comunitária.
Consultar artigo completo do Jornal de Notícias (pdf, 5 fevereiro 2014)
A Ordem dos Médicos Dentistas conta atualmente com 7.779 associados. Os Números da OMD 2013 mostram que houve um crescimento anual de 452 profissionais.
Os números da OMD têm por objetivo dar a conhecer aos associados e stakeholders da medicina dentária os dados estatísticos referentes à profissão no nosso País.
É também um estudo de grande relevância para os futuros profissionais, sobretudo recém-graduados, já que poderá ser um meio auxiliar para o conhecimento da realidade socioeconómica do exercício da profissão em Portugal.
Nos últimos 10 anos, o número de associados da OMD tem crescido à taxa anual de 6.88% e as projeções indicam que este número vai continuar a aumentar até 2017, estimando-se que, daqui a quatro anos, existam 10.410 médicos dentistas a exercer em Portugal.
A razão população/médicos dentistas em Portugal é de um médico dentista por cada 1.155 habitantes, enquanto o rácio da Organização Mundial de Saúde para a região da Europa Ocidental é de um dentista por 2 mil habitantes.
O subemprego e o desemprego que já afeta 5% dos inscritos na OMD tornam urgente a necessidade de uma adequada planificação da formação de recursos humanos nesta área da medicina. Os números da OMD disponíveis para consulta no site (www.omd.pt) revelam que a atual conjuntura socioeconómica está a ter um impacto na medicina dentária nunca antes sentido pela profissão em Portugal.
As dificuldades sentidas pelos médicos dentistas expressam aquilo que pode ser um retrocesso grave no acesso à medicina dentária, com consequências futuras na saúde oral e na saúde geral das populações.
Portugal tem hoje ao nível da medicina dentária do melhor que se faz em todo o mundo; é imprescindível que o conhecimento e a capacidade técnica não se percam e continuem a evoluir para patamares ainda mais superiores.
É por isso urgente assegurar mecanismos adicionais que permitam assegurar um direito humano fundamental, o de acesso da população a cuidados de medicina dentária.