Em 2012, os hospitais portugueses receberam 19.177 doentes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), de acordo com os últimos dados da Direcção-Geral de Saúde.
Em Portugal, o AVC é responsável pelo internamento de mais de 25 mil doentes por ano e por um elevado grau de incapacidade, sabendo-se que 50% dos doentes que sobrevivem a um AVC ficam com limitações nas atividades da vida diária.
Face a esta realidade, a Sociedade Portuguesa do AVC decidiu assinalar o dia mundial da doença, a 29 outubro, com acções dirigidas à população em geral. Para isso, realizou rastreios gratuitos aos factores de risco do AVC. A acção decorreu no Jardim da Cordoaria, junto ao Hospital de Santo António, no Porto.
A iniciativa contou com a participação de médicos dentistas, em representação da Ordem dos Médicos Dentistas, médicos neurologistas, nutricionistas e até estudantes de medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.
“O AVC é a principal causa de mortalidade e incapacidade em Portugal. Ainda assim, existe um desconhecimento dos sinais de alerta: falta de força num braço, face desviada ou fala perturbada”, referiu o presidente da Sociedade do AVC, Castro Lopes, em declarações à agência Lusa.
Esta iniciativa vem no sentido da promoção da importância de uma boa saúde oral no contexto da saúde em geral, neste caso das doenças cardio-vasculares, como já defendido pela Federação Dentária Internacional (FDI).
Ainda em agosto passado, no seu 101º Congresso Anual Mundial, que decorreu na Turquia, a Assembleia Geral da FDI aprovou a chamada Declaração de Istambul que vem reafirmar a necessidade de “defender consistentemente a saúde oral enquanto direito humano fundamental e parte integrante da saúde geral e do bem-estar”.
“A evidência científica comprova uma associação significativa entre as doenças orais e as doenças ou desordens sistémicas. As doenças não transmissiveís, tais como diabetes, cancro, doença cardiovascular, respiratória e da cavidade oral, partilham fatores de risco, incluindo uma dieta pouco saudável, tabagismo e consumo excessivo de álcool. É, portanto, crucial adotar uma abordagem multidisciplinar e uma colaboração melhorada entre as profissões da saúde”, defende a Declaração (consultar documento na integra).
Na defesa destes princípios, até no próximo congresso da Ordem dos Médicos Dentistas serão realizadas diversas conferências dedicadas ao tema “Saúde oral, saúde em geral” (consulte o programa completo).



