Resumo
A reabilitação de um paciente edêntulo pode ser um importante desafio na nossa prática clínica diária. As dificuldades mais frequentemente encontradas prendem-se não só com o grau de reabsorção das arcadas, como também com a perda de referências que nos permitem registar as relações intermaxilares (horizontais e verticais), a posição, forma e cor dos dentes.
O próprio controlo neuromuscular do paciente pode estar comprometido, o que dificulta a sua adaptação a novas próteses.
Para além de todos estes fatores, os utilizadores de próteses completas são geralmente pacientes idosos, polimedicados e com patologias sistémicas associadas, as quais podem, se não devidamente controladas, comprometer o resultado final do tratamento.
O objetivo da apresentação será, numa abordagem passo a passo, simplificar a sequência clínica de construção de uma prótese total, identificando as dificuldades inerentes e os erros mais frequentes.
A reabilitação com próteses totais é por vezes bastante complexa, no entanto, quando conseguimos um resultado final que cumpra os requisitos funcionais e estéticos, pode tronar-se uma área da medicina dentária muito gratificante.
Ana Rita Nóbrega
- 1997: Licenciada em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto.
- 2004: Mestre em Implantolgia pela FMDUP
- Docente do Mestrado Integrado em Medicina Dentária na Faculdade de Ciências da Saúde da UFP (Unidades curriculares de Implantologia Oral, e Prostodontia)