Resumo
A terapia pulpar em dentes decíduos tem como objetivo principal a manutenção da integridade da dentição, tecidos de suporte, bem como permitir o normal desenvolvimento e erupção dos dentes permanentes sucessores.
O tipo de terapia pulpar a realizar num dente decíduo depende do estado de vitalidade pulpar, do tempo que medeia a esfoliação do dente, do grau de rizólise, entre outros parâmetros clínicos e radiográficos.
De entre os diversos tipos de terapia pulpar, a pulpotomia consiste na amputação da polpa coronal e tem por objetivo a manutenção da vitalidade da polpa radicular remanescente. Normalmente, está indicada em dentes com cáries extensas mas sem evidência de patologia da polpa radicular.
Através da apresentação de casos clínicos, será demonstrada a técnica de pulpotomia passo a passo, serão analisadas as suas indicações, contraindicações, bem como serão discutidos os diversos materiais que podem ser usados na pulpotomia de dentes decíduos, com as respectivas vantagens e limitações.
Serão igualmente apresentados casos clínicos de modo a discutir os materiais alternativos para a restauração coronal de dentes decíduos com pulpotomia, bem como os respectivos protocolos de follow-up clínico e radiográfico, que devem ser cumpridos, após a realização da terapia pulpar.
Ana Coelho
- Médica dentista, licenciada pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL) – 1999
- Mestrado em Odontopediatria pela Universidade de Barcelona – 2002
- Doutoramento na área de Odontopediatria, pela FMDUL – 2011
- Professora Auxiliar de Odontopediatria da FMDUL
- Prática clínica exclusiva em Odontopediatria
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