Resumo
A utilização de métodos menos invasivos é, à partida, aliciante. Mas, a tendência que temos, é naturalmente, a de oferecermos resistência à mudança, de repetirmos aquilo que já nos habituamos a fazer no passado, vezes sem conta. Está tudo automatizado, não precisamos de novos utensílios, materiais, protocolos, etc. E assim, a opção por coroas totais, para restaurações mais ou menos extensas, acaba por ser a norma. Será que é assim tão difícil mudar? Se raciocinarmos um pouco, constatamos que, no preparo de um dente para uma coroa total, por vezes, eliminamos o pouco que restava da coroa natural, ficando a raiz e pouco mais… E se, alternativamente, escolhermos um tipo de restauração, que preserve mais o remanescente do dente e em simultâneo, consiga conferir resistência, obtendo um resultado estético quase sempre melhor do que uma coroa convencional, sem nos aproximarmos sequer da gengiva, ou então, no caso de colocarmos a restauração em contacto com ela, observarmos que existe um excelente comportamento dos tecidos moles, devido à melhor adaptação marginal da restauração? E “last but not least”, é também uma grande vantagem, ter a possibilidade de substituir a restauração, em caso de falência da mesma, sem que tenha havido uma catástrofe no remanescente dentário, que é o que sucede, às vezes, com coroas totais.
João Desport
- Médico, licenciado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com Internato Geral (HGSA)

- Médico Dentista, licenciado pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
- Diploma in Implant Dentistry (Universidade de Gotemburgo / Universidade de Barcelona)
- Post-Graduate in Predictable Aesthetic and Longevity with Bonded Porcelain Restorations (São Francisco-EUA)
- Membro Fundador da SPED (Soc. Port. Estética Dentária)
- Membro da Comissão Cientifica da Ordem dos Médicos Dentistas