Resumo do curso
Sendo que o bruxismo pode gerar forças oclusais muito elevadas que são suportadas pela dentição, tecidos suporte e pela ATM, de forma altamente deletéria, um dos objetivos terapêuticos num paciente bruxómano é modificar ou diminuir o grau de parafunção.
Têm sido utilizadas várias técnicas no controlo desta parafunção, incluindo hipnose, ajuste oclusal, uso de aparelho miorelaxante, fisioterapia e exercícios de relaxamento muscular, farmacoterapia, acumpuntura e biofeedback.
Para o diagnóstico, a eletromiografia tem-se apresentado como uma alternativa viável à polissonografia, com resultados fiáveis e promissores. Quanto ao tratamento este deverá ser multidisciplinar sendo que a vertente comportamental deverá fazer parte do rol disponível para o doente bruxómano.
É neste contexto que surgem técnicas de modificação comportamental.
O Biofeedback e a Estimulação Elétrica funcional proporcionam uma aprendizagem que consegue gerar uma ação-resposta protetora, neste caso específica muscular. Assim o grau de parafunção diminui bem como a dor associada a essa mesma fadiga muscular.
Na fase consciente ou inconsciente, este trabalho deverá ser continuo para que se observem os respetivos efeitos. Existem vários dispositivos disponíveis no mercado, cada um com a sua especificidade e objetivo definido.
O bruxismo, por se tratar de uma patologia de carácter comportamental, altamente afetada pela ansiedade ou stress, torna-se imperioso definir critérios de diagnóstico e métodos de tratamento, que aumentem a qualidade de vida dos nossos pacientes e protejam o sistema estomatognático como um todo.
Maria Carlos Real Dias

- Licenciada em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL)
- Diploma Universitário em Odontologia Estética Avançada pela Universidade Complutense de Madrid
Ver a gravação vídeo deste curso (reservado a médicos dentistas)
