Resumo
O tratamento de dentes permanentes jovens com rizogénese incompleta constitui um desafio para o Médico Dentista, devido sobretudo as suas particularidades anatómicas, nomeadamente canal amplo, paredes radiculares muito finas, comprimento radicular reduzido e foramen apical de grande dimensão.
Estas características, que impedem o recurso técnicas e matérias convencionais de tratamento, são em parte partilhadas com situações patológicas como a reabsorção apical, bem como iatrogénicas, resultantes da sobreinstrumentação canalar.
A existência de uma região apical alargada de contacto entre o canal radicular e os tecidos periapicais, implica um cuidado adicional na escolha de materiais com propriedades de manuseamento que limitem o extravasamento e biocompatibilidade elevada para facilitar a reparação/regeneração dos tecidos periapicais com os quais entram em contacto direto.
Esta apresentação tem foco na exposição de casos clínicos de pulpotomia, apexogénese e apexificação clarificando aspectos de decisão clínica, escolha de instrumentos apropriados e materiais específicos com indicação para esta aplicação clínica.
Serão ainda abordados os princípios, indicações, protocolos e o prognóstico das técnicas de regeneração pulpar.
João Miguel dos Santos
- Médico dentista, licenciado em 1995
- Professor Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC)
- Doutorado em Medicina Dentária pela FMUC – 2008
- Membro da Internation Association for Dental Research
- Membro certificado da Sociedade Europeia de Endodoncia – 2004
- Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, no Department of Endodontics, University of Toronto, Canadá – 2001
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