Resumo
O mau hálito pode ser definido como um odor desagradável e incomodativo no ar exalado que quando persistente condiciona o comportamento do indivíduo pelo embaraço social a que está associado.
Cerca de 85% dos casos de mau hálito genuíno têm origem na cavidade oral e apenas 10 a 15% têm origem extra-oral.
O mau hálito intra-oral resulta essencialmente da libertação de compostos sulfurados voláteis resultantes da degradação microbiana de substratos proteicos.
A verdadeira prevalência do mau hálito não é conhecida mas estima-se que afete cerca de 30% da população adulta dos países desenvolvidos.
De facto, e só nos Estados Unidos da América, cerca de 1 bilião de dólares é gasto todos os anos em produtos para controlo do mau hálito.
Apesar da sua relevância poucos profissionais de saúde se sentem realmente competentes para lidar com o problema.
Nesta apresentação iremos explorar os principais aspetos relacionados com a abordagem do paciente com mau hálito.
Luzia Mendes
- Médica Dentista, licenciada pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP)
- Pós-Graduada em Periodontologia pela FMDUP
- Assistente Convidada de Periodontologia na FMDUP
- Aluna de Doutoramento em Medicina Dentária na FMDUP
- Investigadora Externa da Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto
- Responsável pela consulta de Mau Hálito da FMDUP