19 de abril 2021

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21:30 a 23:00

Site OMD

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Historicamente, as estratégias de remoção da cárie dentária têm sido motivo de controvérsia há mais de um século. Este facto condiciona ainda hoje os múltiplos métodos utilizados para a determinação do momento em que devemos parar de remover estrutura dentária mais ou menos mineralizada.

Neste contexto desfavorável para quem quer interpretar resultados de investigação, desejavelmente padronizada, torna-se imperioso repetir investigações neste domínio, no sentido de podermos iniciar um debate baseado na evidência. Uma vez que esse grau de evidência é inexistente, resta-nos debater estratégias com limitações significativas nos seus fundamentos.

Neste webinar serão abordados aspetos relativos à biologia, fisiopatologia e diagnóstico pulpar com potencial relevância para os tratamentos pulpares conservadores.

As proteções pulpares diretas apresentam elevada taxa de sucesso quando os casos são criteriosamente selecionados e quando são satisfeitos diversos critérios no que diz respeito à remoção de cárie, materiais aplicados sobra a polpa e restauração subsequente.

A utilização de MTA nestes procedimentos parece assegurar condições para a cicatrização pulpar quando a remoção da cárie é conduzida preferencialmente sob condições de magnificação e quando a restauração subsequente assegura níveis de infiltração marginal desprezíveis.

Do ponto de vista biológico e socioeconómico, procedimentos menos invasivos que o tratamento endodôntico convencional são certamente desejáveis, uma vez que são mais conservadores, permitindo poupança de estrutura dentária e dinheiro.

Curso ministrado por

Miguel Seruca Marques

  • Licenciatura em Medicina Dentária em julho de 2000 pela Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa
  • Licenciatura em Medicina em julho de 2006 pela Faculdade de Medicina de Lisboa
  • Pós-graduação em Endodontia na ACTA (Academisch Centrum Tandheelkunde Amsterdam) 2011 – 2014