Reabsorção de blocos ósseos alógenos em maxilares atróficos aos cinco meses

Comunicação oral > Investigação > Implantologia

Auditório 5 – 16 novembro, 15h10 – Ordem nº 10
Candidato a prémio

Eugénio Miguel Pereira

Universidade de Coimbra

Ana Messias
Fernando Judas
Alexander D´Alvia Salvoni
Fernando Guerra

Introdução

A reabilitação de cristas alveolares com implantes dentários requer suficiente volume ósseo. Para que se consiga um posicionamento protético adequado, é necessário muitas vezes recorrer a técnicas de reconstrução óssea.

Objetivos

Este estudo de coorte prospetivo avalia clinicamente a quantidade de reabsorção dos blocos ósseos alógenos corticoesponjosos frescos-congelados, aos 5 meses, na reconstrução de maxilares atróficos.

Materiais e métodos

Vinte e dois pacientes desdentados, submeteram-se a procedimentos de aumento ósseo com blocos ósseos alógenos frescos-congelados. Após cinco meses de cicatrização, instalaram-se implantes dentários. A análise de espessura do rebordo alveolar realizou-se antes e após colocação dos blocos. Efetuaram-se biópsias ósseas na fase de reabertura aos 5 meses, para análise histomorfométrica.

Resultados

Aplicaram-se 98 blocos ósseos onlay, em cristas alveolares com média inicial de 3,41±1,36 milímetros. O ganho ósseo médio horizontal foi de 3,63±1,28 milímetros (p<0,01). A reabsorção óssea bucal média foi aproximadamente 7,1% (IC 95%: [5,6%, 8,6%]) de perda total em espessura da crista alveolar durante o período de incorporação. Instalaram-se cento e trinta implantes. A análise histomorfométrica revelou 20,9±5,8% de osso vital em estreito contacto com o osso enxertado residual.

Discussão

Os aloenxertos ósseos corticoesponjosos frescos-congelados apresentam-se vantajosos face aos autoenxertos pela maior disponibilidade, ausência de local de colheita, e menor morbilidade.

Conclusões e implicações clínicas

As reconstruções de defeitos ósseos com blocos ósseos frescos-congelados de crista ilíaca são consideradas uma alternativa adequada, apresentando baixa taxa de reabsorção em 5 meses, com reduzidas complicações pós-operatórias, permitindo a estabilidade adequada dos implantes dentários, seguidos de reabilitações implantossuportadas fixas.

Ordem dos Médicos Dentistas
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