Potencial de regeneração óssea dos compósitos de quitosano/nano-hidroxiapatite in vivo: revisão sistemática

Póster > Revisão > Materiais Dentários

Hall dos Pósteres – 12 novembro, 9h30 – 10h30 – Ordem nº 96

Mariana do Souto Lopes

Célia Coutinho Alves
Christiane Laranjo Salgado
Fernando Jorge Monteiro
Maria Helena Fernandes

Introdução

A engenharia de tecidos tem desenvolvido materiais de enxerto para regeneração óssea que mimetizam a matriz orgânica/inorgânica do osso, utilizando biopolímeros biodegradáveis como o quitosano e substâncias osteoindutoras como a nano-hidroxiapatite.

Objetivos

Rever os estudos pré-clínicos sobre regeneração de defeitos ósseos com compósitos de quitosano/nano-hidroxiapatite relativamente à taxa de reabsorção do enxerto e neoformação óssea.

Métodos

Pesquisaram-se artigos (texto completo) em inglês (2005-2015) na Pubmed, com as palavras-chave “chitosan nano-hydroxyapatite”, “chitosan periodontal”, “chitosan bone regeneration”. Incluíram-se estudos pré-clínicos sobre regeneração de defeitos ósseos utilizando compósitos em qualquer apresentação com quitosano e hidroxiapatite. Excluíram-se estudos de compósitos com outras fases inorgânicas, apenas como veículo de células/proteínas ou implantes subcutâneos/intramusculares. Compararam-se os métodos de preparação e perfil físico-químico dos materiais, protocolos de experimentação in vivo e resultados de regeneração óssea.

Resultados

Os estudos pré-clínicos selecionados são ainda em pequeno número (10), com grande heterogeneidade relativamente ao processo de preparação, constituição química/morfologia dos materiais e protocolos dos estudos in vivo (modelo animal, localização anatómica/tamanho do defeito, duração do estudo, avaliação da regeneração e resultados obtidos).

Conclusões

Apesar dos estudos serem ainda escassos, heterogéneos e curtos, conclui-se que os compósitos de quitosano/nano-hidroxiapatite envolvem processos de síntese acessíveis e são biocompatíveis, biodegradáveis e osteo-transdutores. A reabsorção destes enxertos é observada às 8-12 semanas, sendo progressivamente substituídos por novo osso.

Implicações Clínicas

Os compósitos de quitosano/nano-hidroxiapatite são potenciais enxertos ósseos, mas são necessários estudos pré-clínicos mais longos. Considerando o seu perfil físico-químico e biológico, podem constituir uma abordagem interessante na regeneração de defeitos periodontais.