Microscopia Eletrónica da Interface Metal-Cerâmica com Diferentes Tipos de Tratamento Superficial

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Hall dos Pósteres – 12 novembro, 14h30 – 15h30 – Ordem nº 62

Dante Matuchita Filho

Ricardo Gomes de Medeiros
Cláudio Ciorlia Denipoti
Maria Luís Lacerda

A adesividade da interface metal-porcelana ocorre quimicamente através de forças de Van der Waals e através de uma união físico-química. A união mecânica é favorecida pela íntima relação entre as duas superfícies e a rugosidade do metal.

Analisar microscopicamente a interface metal-porcelana de coroas metalocerâmicas com diferentes tipos de tratamento da superfície do metal.

Utilizaram-se 12 corpos de prova de formato retangular com: 0,8 mm de largura, 0,8 mm de comprimento e 0,1 mm de espessura. A liga utilizada para fundição foi de níquel-cromo, da marca comercial Neochrom. Os corpos de prova foram subdivididos em três grupos de quatro unidades. O grupo 1 foi maquinado; O grupo 2 recebeu jato de óxido de alumínio e o grupo 3 polido. Todos os grupos foram revestidos numa das faces. Na primeira camada foi aplicado opaco em pasta e na segunda porcelana, ambos da marca comercial Noritake. Feita a cozedura e arrefecimento, os corpos de prova foram seccionados transversalmente para avaliação microscópica.

Na secção transversal da amostra com acabamento por jato observou-se adesão, porém com presença de bolhas no opaco. Na secção transversal da amostra com polimento observou-se o desprendimento do opaco (ausência de adesão). Na secção transversal da amostra com acabamento maquinado, observou-se a propagação de trincas (ausência de adesão).

A Microscopia Eletrônica de Varredura revelou que as amostras que apresentaram melhor adesividade da interface metal-porcelana, por ordem decrescente, foram as que sofreram jato, seguidas pelas maquinadas e polidas. Conclui-se que tratar esta liga metálica com jato de óxido de alumínio é o mais indicado.