Médico Dentista pela FMDUL (1988).
Assistente convidado de Endodontia na FMDUL.
Pioneiro, em Portugal, na utilização do Sistema B (1994) e do Microscópio Clínico (1995) a nível cirúrgico e não cirúrgico, em Endodontia.
Aluno visitante da Universidade de Pennsylvania (Faculty of Philadelphia) em 1995.
Membro da Associação Americana de Endodontia (AAE).
Prática Clínica exclusiva em Endodontia e Implantologia (fase cirúrgica).
Coordenador do Curso teórico prático “Endodontia Clínica” (leccionado na Clínica Pedro Cruz).
Resumo da apresentação
Nos últimos 20 anos a medicina dentária viveu uma evolução sem precedentes. A Endodontia e a Implantologia são bons exemplos deste facto. No entanto, perante uma lesão inflamatória de origem endodôntica de maior ou menor dimensão e/ou complexidade, o clínico é “levado” frequentemente para a extracção precoce, não pensada, de peças dentárias que pode levar a reabsorções marcadas do osso alveolar, podendo comprometer ou complicar a colocação de um ou mais implantes.
De facto, vivemos actualmente uma época marcada pela extracção fácil e por uma implantologia, muitas vezes, “implacável” em que o factor económico misturado com alguma “contra-informação” leva, frequentemente, a decisões clínicas erradas e consequentemente lesivas para os nossos pacientes.
Assim, a introdução de novas técnicas, conceitos e instrumentos a par do microscópio clínico e posteriormente do MTA revolucionou os tratamentos endodônticos abrindo novas possibilidades e perspectivas, sendo a sua taxa de sucesso, actualmente, comparável à da implantologia. Por este motivo em muitas situações o caminho não é linear e o envolvimento do paciente na decisão final torna-se importante.
O objectivo desta apresentação é dar ao médico dentista generalista linhas de orientação que o ajudem a escolher a melhor atitude a tomar nas várias situações clínicas.
Assim, serão apresentados vários casos clínicos, através de slides e vídeos, que ajudarão a compreender os limites e os novos horizontes da Endodontia clínica actual, convencional e cirúrgica, numa tentativa de evitar tanto a extracção precoce (e eventual substituição por implantes) como a manutenção “forçada” de peças dentárias.