Médica dentista pela FCS-UFP Porto
Mestre em Odontopediatria pela Universidade de Barcelona
Aluna de doutoramento na Universidade de Barcelona
Tesoureira da Sociedade Portuguesa de Odontopediatria – SPOP
Prática privada exclusiva em Odontopediatria
Resumo da apresentação
A manutenção de uma dentição decídua saudável até ao período normal de esfoliação constitui um dos principais objectivos da Medicina Dentária Pediátrica.
Actualmente, devido à alta incidência da cárie dentária, apesar da efectividade das medidas preventivas, e à prevalência elevada de traumatismos em dentes anteriores, a perda precoce de dentes temporários é frequente, podendo ter efeito prejudicial sobre o desenvolvimento da dentição definitiva e do aparelho estomatognático da criança.
Assim quando os dentes decíduos apresentam sinais de inflamação pulpar irreversível ou necrose pulpar e for possível a sua manutenção na arcada dentária a terapia pulpar está indicada.
O êxito do tratamento endodôntico na dentição decídua requer conhecimento da morfologia da polpa, formação da raiz e dos problemas associados à reabsorção.
A pulpectomia e a obturação dos canais radiculares dos dentes decíduos foram alvo de muita controvérsia.
O receio de danificar os gérmenes dos dentes permanentes, em desenvolvimento, e o facto de que os canais dos dentes decíduos não pudessem ser preparados e obturados correctamente, levaram à extracção desnecessária de muitos dentes com comprometimento pulpar.
De facto, apesar da viabilidade e dos resultados do tratamento endodôntico em dentes decíduos serem questionados, sabe-se hoje que é perfeitamente possível realizá-lo com sucesso.
Pretende-se assim, actualizar os conhecimentos das características dos dentes temporários em função do tratamento endodôntico e analisar os factores para realizar um diagnóstico correcto abordando os fundamentos do tratamento pulpar em dentição temporária.