Laser em odontopediatria
Póster de revisão em odontopediatria, por Mariana Seabra, João Espírito Santo, Tiago Resende, Pedro Costa Ferreira e Luís Monteiro
Introdução: O laser é um instrumento bem aceite por crianças uma vez que permite tratamentos minimamente invasivo. O objetivo desta comunicação é informar os médicos dentistas sobre as aplicações clínicas, benefícios e limitações do uso do laser em odontopediatria.
Métodos: Foi realizada uma revisão da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus, Cochrane Library, Web of Science e Embase. A pesquisa limitou-se a artigos em inglês, espanhol e português nos últimos 10 anos. Palavras-chave: “odontopediatria”, “terapia laser” ,”lasers”.
Resultados: Os lasers apresentam um beneficio para a odontopediatria, com propriedades impares que incluem hemostasia durante procedimentos cirúrgicos, produzem menos necrose térmica dos tecidos adjacentes relativamente aos instrumentos eletrocirúrgicos, exibem cicatrização rápida de feridas com menor desconforto pós-operatório, reduzem a necessidade de analgésicos; e de anestesia local e reduzem o tempo de cadeira. A propriedade da ação de descontaminação muitas vezes bactericida sobre os tecidos envolve menos prescrição de antibióticos no pós-operatório. A literatura cientifica reporta a sua vantagem na realização de frenectomias, operculotomias, gengivectomias, alívio da dor e inflamação em casos de úlceras aftosas e lesões herpéticas que podem aparecer muitas vezes em contextos odontopediátricos.
Conclusões: Os lasers podem ser usados como uma alternativa adequada ou ferramenta complementar para muitos procedimentos em medicina dentária nomeadamente na odontopediatria.
Implicações clínicas: A literatura valida o uso de lasers em odontopediatria para procedimentos de tecidos moles e duros em lactentes, crianças e pacientes com necessidades especiais.