Imagem em espelho de dente supranumerário em gémeos monozigóticos

Póster de casos clínicos em odontopediatria, por Joana Castanho, Rita Ramos, Alda Reis Tavares, Ana Coelho e Paula Faria Marques

Autores
Joana Castanho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Rita Ramos Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Alda Reis Tavares Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Ana Coelho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Paula Faria Marques Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Sala e-Posters, 08/11/2018, 15h20, poster nº 021 Candidato a prémio

Descrição – Presença de dente supranumerário com imagem em espelho em gémeos monozigóticos.
Paciente A, sexo masculino, história clínica sem antecedentes relevantes. O exame intra-oral revela a presença de um dente supranumerário de forma conóide, erupcionado entre os dentes 52 e 51.
Paciente B, sexo masculino, irmão gémeo monozigótico do paciente anterior, história clínica sem antecedentes relevantes. No exame objetivo intra-oral observou-se a presença de um dente supranumerário erupcionado, com morfologia conóide, localizado entre os dentes 62 e 61. O supranumerário encontra-se fusionado com o incisivo central.
Em ambos os casos, o exame radiográfico revela uma anatomia radicular normal do supranumerário mas a anomalia concomitante de fusão só está presente num dos irmãos.

Discussão – Este caso clínico ilustra que irmãos gémeos monozigóticos podem partilhar anomalias dentárias semelhantes. Neste caso, observou-se a coincidência de anomalias de número, como a presença de um dente supranumerário na região da pré-maxila, com uma morfologia similar e uma distribuição simétrica, sugestiva de imagem em espelho.
O fenómeno de imagens em espelho na população de gémeos monozigóticos encontra-se descrito na literatura. Os dados publicados sugerem que aproximadamente 25% desta população manifesta esta característica, tipicamente relacionada com os tecidos de origem ectodérmica. Acredita-se que a presença de discordâncias fenotípicas em gémeos idênticos pode resultar de influências epigenéticas durante o desenvolvimento.

Conclusões – As anomalias dentárias apresentadas, embora pouco frequentes, quando diagnosticadas numa criança com irmão gémeo monozigótico, constituem um achado que justifica o despiste dessa patologia no irmão.

Congresso da OMD 2018
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