Gadulinium deposition disease, efeitos na musculatura orafacial e termografia médica: caso clínico

Póster de casos clínicos em oclusão, por Helena Campos Silva, Francisco Maligno, Catarina Aguiar Branco e João Carlos Pinho

Autores
Helena Campos Silva Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Francisco Maligno Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Catarina Aguiar Branco Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
João Carlos Pinho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Sala e-Posters, 08/11/2018, 15h10, poster nº 020 Candidato a prémio

Doente do género feminino, 42 anos, observada na consulta de Oclusão da FMDUP por sentir dor contínua, de intensidade moderada, localizada principalmente à direita, com irradiação retroauricular e periorbital, agravada com os movimentos e com sensação de “rigidez” muscular durante a mastigação.
Na anamnese referiu ter realizado uma ressonância magnética com contraste à base de gadolinium (Gd 3+) há 6 meses, tendo iniciado um quadro de “rigidez” e perda de força muscular generalizada. A presença do ião radioativo foi comprovada a partir de análises sanguíneas e à urina. O exame clínico revelou mialgia de predomínio direito, nos músculos masséter, digástrico, esternocleidomastoideu e padrão facial “rígido/espástico”.
Foi realizada uma termografia médica da região orofacial (equipamento Flir® i7 e FlirSystems®) para identificação de áreas cutâneas com aumento da temperatura, por alteração da contração muscular.
Diversos estudos têm enfatizado os efeitos adversos do Gd 3+ no sistema renal e a sua deposição no tecido cerebral, ósseo e muscular. As consequências deste ião radioativo no músculo esquelético estão relacionadas com a grande afinidade do Gd3+ pelos canais de cálcio. Desta forma, o Gd3+ compete com o cálcio (Ca 2+) e, sendo a contração muscular é um fenómeno dependente de Ca 2+, todo este processo é alterado, com diminuição da excitabilidade e contractilidade.
O gadulinium pode provocar alterações musculares também a nível orofacial. O médico dentista deve atribuir especial importância ao historial clínico do doente. A termografia médica suportou a identificação das regiões musculares com “padrão de contração anómalo-espasmódico” e o nosso diagnóstico clínico.

Congresso da OMD 2018
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