A diferenciação dos traçados cefalométricos
Póster de investigação em ortodontia, por Berta Meireles, Ana Cristina Braga, Lucinda Gifford Faria, Marta Jorge e Maria João Ponces
Introdução
Os sistemas de codificação de Steiner e de Ricketts permitem a diferenciação dos traçados cefalométricos através da atribuição de uma cor específica a cada um dos estádios do tratamento ortodôntico.
Embora o primeiro seja o recomendado e o aceite pela comunidade ortodôntica, a sua utilização nem sempre se faz de uma forma sistemática.
Objetivos
Pretendeu-se conhecer se a metodologia proposta por Steiner é, de facto, a mais utilizada.
Material e métodos
A amostra (n=162) foi formada a partir dos Case Reports, do American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, publicados entre 2012 e 2016, inclusive, bem como no volume 151 (2017).
Resultados
Dos 162 artigos clínicos examinados, 71 manuscritos apresentavam mais do que um traçado cefalométrico.
A diferenciação realizou-se através da cor em 43 casos clínicos, perfazendo o sistema de codificação de Steiner ou outro tipo indiscriminado de coloração as percentagens de 53,6% e 7%, respetivamente.
Numa percentagem significativa de casos (33,8%) constatou-se que todos os traçados eram pretos.
Discussão
Ainda hoje, o sistema de Steiner é o solicitado por diversas entidades científicas e institucionais. Contudo, quando não há regras previamente estabelecidas, a sua utilização não se processa de uma forma sistemática.
Conclusões
O sistema de coloração proposto por Steiner foi o preferencialmente utilizado (53,6%).
Implicações clínicas
Seria vantajoso que a comunidade ortodôntica fizesse um esforço no sentido de adotar uma simbologia comum que permitisse uma comunicação rápida, simples e clara. No entanto, será utópico pensar que uma única metodologia possa ser totalmente abrangente e inclusiva.