Líquen plano oral e tecido adiposo epicárdico: risco de doença cardiovascular

Póster de revisão em patologia oral por Maria Inês Guimarães, Teresa Sequeira, Gonçalo Sousa, Beatriz Pereira e Augusta Silveira

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Maria Inês Guimarães Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Teresa Sequeira Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Gonçalo Sousa Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Beatriz Pereira Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Augusta Silveira Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 17h30 às 19h00, póster nº 81 Não candidato a prémio

Introdução: O líquen plano oral (LPO) é definido como patologia inflamatória crónica, mucocutânea e com potencial de transformação maligna (0-12,5%).

Apresenta uma complexa resposta inflamatória mediada por células T, com macrófagos e mastócitos, moléculas citotóxicas, metaloproteinases, anticorpos circulantes e libertação de mediadores químicos inflamatórios (citocinas/quimiocinas – interleucina-2, interferão gama, factor de necrose tumoral alfa-TNF-α).

Estes aspectos interferem na regulação da insulina, no metabolismo lipídico e na adipogénese.

Objetivos: Relacionar o LPO com dislipidemia e inflamação. Analisar a associação entre LPO e risco cardiovascular associado à espessura do tecido adiposo epicárdico (TAE).

Métodos: Revisão sistemática da literatura (2009-19). Motores de busca: pubmed, elsevier, science direct, b-on. Palavras-chave: “líquen plano”, “líquen plano oral”, “inflamação”, “dislipidemia”, “mediadores químicos”, “tecido adiposo epicárdico”.

Resultados: O TAE- marcador de risco cardiovascular – está presente entre o miocárdio e o pericárdio seroso visceral. É secretor de hormonas pro-inflamatórias e pró-aterogénicas e mediadores químicos inflamatórios (como a leptina, resistina ou interleucina aterogénica).

No líquen plano aumenta a espessura do TAE proporcionalmente à sua longevidade. O LPO aumenta o risco de dislipidemia e stress oxidativo. Associa-se à imunossupressão, aceleração do processo aterosclerótico, disfunção endotelial, aumento do stress oxidativo e instabilidade da placa aterosclerótica via apoptose induzida pelo TNF-α.

Conclusões: O aumento do TAE tem sido associado à psoríase, hipertensão essencial, sindrome metabólico, diabetes mellitus e líquen plano. O LPO tem sido considerado factor de risco emergente para doença cardiovascular.

Implicações clínicas: Valoriza-se a relação entre a patologia oral e sistémica. Destaca-se a importância do diagnóstico preciso e atempado de LPO, na prevenção da doença cardiovascular.

Congresso da OMD 2019
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