Fisiopatologia comum entre síndrome ardor bucal e síndrome pernas inquietas? – revisão narrativa

Póster de revisão em patologia oral por Ana Lúcia Afonso Madeira, Joana Filipa dos Santos Martins, Beatriz Batalha, João Tiago Ferreira e João Caramês

Autores
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Ana Lúcia Afonso Madeira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Joana Filipa dos Santos Martins Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Beatriz Batalha Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Tiago Ferreira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Caramês Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 17h30 às 19h00, póster nº 80 Não candidato a prémio

Introdução: A Síndrome de Ardor Bucal (SAB) é caraterizada por ardor na cavidade oral sem causa identificável. A Síndrome de Pernas Inquietas (SPI) consiste numa desordem neurológica caraterizada por desconforto nos membros inferiores associada à necessidade urgente de os movimentar. Ambas partilham caraterísticas clínicas e epidemiológicas que sugerem um mecanismo fisiopatológico em comum e novas possibilidades terapêuticas.

Objetivos: Esta revisão tem por objetivo avaliar na literatura existente a evidência de mecanismo fisiopatológico inerente a ambas as patologias descritas.

Métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed, restringindo aos últimos 10 anos e a artigos em Inglês e recorrendo a três conjuntos de palavras-chave: “Burning Mouth Syndrome” e “Physiopathology”; “Burning Mouth Syndrome” e “Willis-Ekbom Disease”; “Restless Legs Syndrome” e “Physiopathology”.

Resultados: Os 14 artigos selecionados evidenciam semelhanças entre SBA e SPI, nomeadamente com prevalência de cerca de 15%, maior incidência em mulheres e sintomatologia, consistindo em um desconforto progressivamente pior ao longo do dia e com atenuação pelo movimento das estruturas afetadas.

Entre os vários mecanismos propostos, foi encontrada uma sobreposição para neuropatia periférica e para neuropatia central, recaindo esta última numa disfunção do sistema dopaminérgico sobre a qual a terapia dopaminérgica apresenta resultados positivos em ambas as patologias.

Conclusões: A partilha de caraterísticas clínicas e padrões de resposta farmacológica propõe um possível mecanismo fisiopatológico em comum.

Implicações clínicas: Embora sejam necessários mais estudos para confirmação desta relação, a hipótese mais promissora recai na disfunção do sistema dopaminérgico, propondo como tratamento para ambas a terapia com agonistas dopaminérgicos.

Congresso da OMD 2019
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