Quisto odontogénico ortoqueratinizado
Póster de casos clínicos em patologia oral por Sérgio Barreto, Gonçalo Castilho, Eduardo Barreira e Luís Monteiro
Descrição do Caso Clínico: Mulher de 15 anos, caucasiana é atendida em novembro de 2015, na consulta de cirurgia oral, encaminhada pelo Médico Dentista assistente. Segundo a mesma, a doente surgiu com um abcesso no 1º quadrante, 3 meses antes.
Depois de realizar radiografia apical, visualiza lesão apical radiolúcida do dente 15 e inicia tratamento endodôntico. No entanto, após a endodontia a lesão não regrediu.
Ao exame radiológico observou-se uma lesão radiolúcida, unilocular, de grandes dimensões do lado direito do maxilar superior, que se expande pelo espaço medular do osso de anterior para posterior, sem expandir as corticais, causando inclusive a sua reabsorção em vestibular e palatino. Deslocamento radicular, mas sem reabsorção. Dimensão 20×30 mm.
Optou-se por uma abordagem cirúrgica da lesão óssea para eventual biopsia ou enucleação sob anestesia geral. O Relatório Anatomopatológico revelou Queratoquisto queratinizado.
Discussão: O termo Queratoquísto Odontogénico foi usado pela primeira vez por Philipsen em 1956. Esta lesão foi recentemente renomeada por tumor odontogénico queratoquístico ( KCOT ) e reclassificados como uma neoplasia odontogénica, na edição da Organização Mundial da Saúde 2005, na sua classificação histológica de tumores odontogénicos.
De acordo com esta edição, o KCOT foi definido como ” um tumor intra-óssea uni ou multiquístico, benigno de origem odontogénica, com uma cápsula de epitélio escamoso estratificado paraqueratinizado.
As lesões quisticas que são revestidas por epitélio ortoqueratinizado, não fazem parte do espectro de um tumor odontogénico queratoquístico.
Conclusões: Os autores consideram fundamental a distinção histológica de epitélio orto ou paraqueratinizado, pois tratando-se de duas entidades distintas, apresentam tratamentos e prognósticos distintos.