Osteoma da maxila - caso clínico

Póster de casos clínicos em patologia oral por Nuno Rodrigues dos Santos, Ricardo Pinto, Filipe Freitas, Lino Cerejeira e João Caramês

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Nuno Rodrigues dos Santos Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Ricardo Pinto Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Filipe Freitas Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Lino Cerejeira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
João Caramês Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Sala e-Posters, 14 de novembro de 2019, 15h10, póster nº 20 Candidato a prémio

Descrição do Caso Clínico: Doente do género feminino, melanodérmica, 52 anos, sem antecedentes médicos relevantes, referenciada à consulta de Cirurgia e Medicina Oral da FMDUL por apresentar exuberante tumefação óssea na região posterior da maxila direita. Foi observada uma lesão dura à palpação, com cerca de 2,5 cm, indolor, com crescimento lento e tradução na radiografia retroalveolar e ortopantomografia.

Requisitou-se uma tomografia computorizada que evidenciou uma massa radiopaca bem definida, com grande densidade, a envolver os dentes 17 e 18, sugestiva de tumor odontogénico epitelial calcificante (de Pindborg). Realizou-se uma cirurgia para exodontia das peças dentárias e concomitante biópsia excisional da lesão. O exame anatomopatológico confirmou tratar-se de um osteoma do subtipo misto, devido à identificação de osso lamelar compacto, com áreas de osso esponjoso.

Discussão: O osteoma é uma neoplasia benigna, composta por osso maduro, limitada quase exclusivamente aos ossos craniofaciais. Surge predominantemente entre a terceira e a quinta décadas de vida, com uma predileção pelo género masculino. Todos os osteomas, centrais ou superficiais, são mais frequentes na mandíbula que na maxila, sendo o côndilo mandibular a sua localização preferencial. O diagnóstico diferencial destas lesões ósseas deve incluir as exostoses, as enostoses, o osteoma osteóide, o odontoma, o osteoblastoma e o cementoblastoma.

Conclusões: O osteoma é uma entidade incomum na maxila, pelo que a sua abordagem pode constituir um verdadeiro desafio. O correto diagnóstico definitivo deve basear-se no exame clínico e imagiológico, requerendo sempre a confirmação histopatológica. O tratamento consiste na excisão cirúrgica, sendo a sua recorrência rara, contribuindo para o bom prognóstico desta patologia.

Congresso da OMD 2019
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