Osteoma da maxila - caso clínico
Póster de casos clínicos em patologia oral por Nuno Rodrigues dos Santos, Ricardo Pinto, Filipe Freitas, Lino Cerejeira e João Caramês
Descrição do Caso Clínico: Doente do género feminino, melanodérmica, 52 anos, sem antecedentes médicos relevantes, referenciada à consulta de Cirurgia e Medicina Oral da FMDUL por apresentar exuberante tumefação óssea na região posterior da maxila direita. Foi observada uma lesão dura à palpação, com cerca de 2,5 cm, indolor, com crescimento lento e tradução na radiografia retroalveolar e ortopantomografia.
Requisitou-se uma tomografia computorizada que evidenciou uma massa radiopaca bem definida, com grande densidade, a envolver os dentes 17 e 18, sugestiva de tumor odontogénico epitelial calcificante (de Pindborg). Realizou-se uma cirurgia para exodontia das peças dentárias e concomitante biópsia excisional da lesão. O exame anatomopatológico confirmou tratar-se de um osteoma do subtipo misto, devido à identificação de osso lamelar compacto, com áreas de osso esponjoso.
Discussão: O osteoma é uma neoplasia benigna, composta por osso maduro, limitada quase exclusivamente aos ossos craniofaciais. Surge predominantemente entre a terceira e a quinta décadas de vida, com uma predileção pelo género masculino. Todos os osteomas, centrais ou superficiais, são mais frequentes na mandíbula que na maxila, sendo o côndilo mandibular a sua localização preferencial. O diagnóstico diferencial destas lesões ósseas deve incluir as exostoses, as enostoses, o osteoma osteóide, o odontoma, o osteoblastoma e o cementoblastoma.
Conclusões: O osteoma é uma entidade incomum na maxila, pelo que a sua abordagem pode constituir um verdadeiro desafio. O correto diagnóstico definitivo deve basear-se no exame clínico e imagiológico, requerendo sempre a confirmação histopatológica. O tratamento consiste na excisão cirúrgica, sendo a sua recorrência rara, contribuindo para o bom prognóstico desta patologia.