Regeneração óssea guiada na mandíbula anterior
Póster de casos clínicos em peridodontologia por Pedro Lopes Otão, Tiago Rodrigues, Vanessa Rocha Rodrigues, Pedro Fonseca Rocha e Paulo Mascarenhas
Descrição do Caso Clínico: Paciente do género feminino com 68 anos de idade, saudável, referida para a Especialização de Periodontologia FMDUL.
A avaliação clínica e imagiológica permitiu observar a existência de múltiplas ausências dentárias e a presença de reabsorção óssea horizontal na região do 5º sextante. Foi proposta a realização de cirurgia de regeneração óssea guiada, através do uso de membrana de titânio, biomaterial xenogénico e enxerto ósseo autólogo, para posterior colocação de implantes.
Discussão: A decisão relativamente à técnica cirúrgica baseou-se na avaliação da espessura óssea residual, realizada através exames imagiológicos. Assim, sendo de 1mm em média decidimos fazer a técnica acima descrita.
Numa revisão sistemática de Sanz-Sanchez em 2015, demonstrou-se que o uso de osso autólogo para enxerto combinado com biomaterial xenogénico, provou ser a alternativa com mais ganho ósseo no sentido horizontal.
Num estudo clínico randomizado de 2018, Mendoza-Azpur e cols., demonstraram que nenhum dos implantes colocados nas maxilas que foram sujeitas a regeneração óssea guiada no sentido horizontal falharam a osteointegração, independentemente do tipo de material de enxerto usado, embora com um período de seguimento, relativamente curto, 18 meses.
Conclusões: Para um correto diagnóstico e plano de tratamento, foi essencial a avaliação radiográfica das três dimensões.
A escolha do biomaterial xenogénico assentou nos resultados histológicos que demonstravam que este biomaterial forma uma estrutura muito útil para a regeneração óssea dado à baixa taxa de reabsorção e estabilidade a longo prazo, aproveitando as suas propriedades osteocondutores, enquanto que o enxero de origem autóloga foi útil no sentido de aproveitar as suas propriedades osteogénicas.