Recobrimento radicular de recessões RT2 de Cairo: será o túnel a melhor opção?

Póster de casos clínicos em peridodontologia por Rita Lamas, Vanessa Rodrigues, Ana Rita Fradinho, Pedro Otão e João Branco

Autores
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Rita Lamas Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Vanessa Rodrigues Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Ana Rita Fradinho Instituto Universitário Egas Moniz
Pedro Otão Instituto Universitário de Ciências da Saúde - CESPU
João Branco Instituto Universitário Egas Moniz
Hall dos Posters, 15 de novembro de 2019, 14h30 às 16h00, póster nº 67 Não candidato a prémio

Descrição do Caso Clínico: Paciente do sexo masculino, 41 anos, com periodontite estadio I Grau A, controlada, encontrando-se em fase de suporte periodontal, referiu queixas de sensibilidade e desconforto durante a escovagem associadas aos dentes 21,22 e 23, os quais apresentavam recessões RT2 (Cairo e cols.2011). Foi decidido proceder a uma cirurgia mucogengival recorrendo à técnica de túnel com o objetivo de recobrir os referidos dentes.

Discussão: Embora o retalho de avanço coronal seja considerado o “gold-standard” no recobrimento radicular de recessões múltiplas, pela estabilidade dos resultados, neste caso clínico optou-se por recorrer à técnica de túnel de avanço coronal modificado, combinada com enxerto autólogo.

Embora haja modificações à técnica de avanço coronal, sem recorrer a incisões verticais de descarga (Zuchelli & De Sanctis 2000), a escolha do túnel teve como objectivo ultrapassar as limitações do retalho de avanço coronal: evitar a cicatrização por 2ª intenção na zona interproximal, onde é feita a disseção das papilas, reduzindo a probabilidade de haver cicatrizes.

Por esse motivo, a técnica de túnel pode proporcionar melhor cicatrização e melhor resultado estético. O resultado que se obteve, a 6 meses, mostra que a técnica de túnel é previsível no recobrimento radicular obtendo-se uma cor indistinguível da restante mucosa queratinizada adjacente.

Conclusões: A técnica de túnel de avanço coronal modificada com recurso a enxerto de tecido conjuntivo sub-epitelial permitiu obter um resultado estético favorável, associado a um menor desconforto pós-operatório e possibilitou um ganho de espessura e altura de gengiva queratinizada, que permitiu recobrimento numa recessão gengival de prognóstico reservado.

Congresso da OMD 2019
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